Duríssimo de Matar

Segunda-feira, Agosto 13, 2007


Meu herói hollywoodiano favorito é John McClane. Sim, você leu direito: eu sou fã da versão mais suja e mal-humorada do Bruce Willis. Ele é o cara que se recusa a morrer sem arrastar nada menos que todos os vilões – e alguns figurantes inocentes – junto com ele. E ainda tem a cara de pau de praticamente ressucitar dos mortos no terceiro dia. É o cara que preferia não fazer nada daquilo, mas faz, pelo simples motivo de que não tem mais ninguém por perto para executar o trabalho sujo. O cara que já foi capaz de fazer um terrorista muito-muito-muito malvado ter um ataque de nervos. (E, ao ver a cena, a futura-ex-mulher do policial mais turrão do planeta suspira aliviada: só McClane seria capaz de provocar tamanho descontrole em alguém; portanto, ele estava vivo.) John McClane é a perfeita antítese dos tipos entediados e nerds vividos por Kevin Smith, e o encontro desses dois ícones contemporâneos é das coisas mais inusitadas – no bom sentido – que o cinema nos proporcionou nos últimos tempos. De resto, o mais recente filme da franquia não traz nada de muito novo, a não ser um Bruce Willis que apesar de cinqüentão ainda bate um bolão. Mas mesmo com a apelação de uma perseguição mirabolante demais até para um filme inverossímil do início ao fim, o herói McClane faz jus ao epíteto live free or die hard: se não for para viver livre (tem coisa mais americanófila que esse conceito?), então morra dando muito trabalho.

-Monix-

Para pais e fóderes (o masculino de motherns)

Agosto 13, 2007

Parabéns e uma braço de filha (o)


Fonte: Good creative photos

Helê
PS: Tá, foi ontem, mas domingo ninguém passa por aqui mesmo…

12:27 PM

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