Diálogos musicais

Terça-feira, Agosto 21, 2007

No Rio de Tom e Vinícius, quando o morro descesse a cidade inteira cantaria. Uma bela imagem, ainda que um tanto submissa, porque era preciso que alguém desse vez ao morro, que não conquistaria espaço por si só. Já na poesia de Paulo César Pinheiro e Wilson das Neves, escrita poucos anos depois, o tom é de alerta: “Melhor é o poder devolver pra esse povo a alegria/Senão todo o mundo vai sambar no dia/Em que o morro descer e não for carnaval.” Embora a primeira tentação seja reduzir tudo a passado idílico X presente aterrorizante, a dualidade é falsa porque convivem hoje (e talvez sempre tenha sido assim) esses dois ‘morros’ idealizados, além de muitos outros. Análises pseudo sociológicas à parte, curtam os sambas: o primeiro repaginado pro Mart’nália; o segundo com o elegante Wilson das Neves. Ô sorte!

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Helê

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