Alexandre, o grande

Setembro 03, 2007

Eu tive o privilégio de conhecer esse homem (ainda que apenas por poucas e deliciosas horas).
A pureza e a inteligência se deram as mãos, em algum lugar onde os seres humanos são fabricados, e resolveram vir à terra íntegras, uma só vez. Alexandre, o grande, soube ser doce e amargo. Erudito e tosco. Sério e palhaço.
O amor dos dois, Alê a Fal, nos fazia acreditar naquela velha história de almas gêmeas. Vendo como eles viviam suas vidas juntos, percebi que o resto do mundo é que não sabe amar. Eles sabiam.
Quando nos confrontamos com a morte, principalmente essa que vem de maneira súbita, estúpida, pensamos em quanto o destino é estranho. Vida e morte são duas faces da mesma moeda. Só nos resta deixar o sofrimento vir, e depois passar. Porque eu espero, sinceramente, que a dor passe, querida Fal, e que a vida possa, um dia, sorrir novamente para você.

-Monix-

Família

Setembro 03, 2007

Só no sábado passado eu vi Little miss sunshine. Então este post é menos pra falar do filme – que a essa altura todo mundo já viu – e mais da minha emoção com aquela história, e com aquela família considerada ‘disfuncional’, em que todos os indivíduos têm seu quinhão de loucura e fracasso, mas que como família funciona muito bem. Fiquei pensando nesse termo, e no que seria uma família funcional (um termo típico do mundo corporativo, não?). Quando uma família funciona? Quando te apóia na hora que você precisa. Mesmo que você não saiba que precisa Apóia, e não: concorda, aprova, permite, avaliza. Por outra: apóia a despeito de tudo isso, oferece suporte, sobe no palco junto – aliás, a cena do palco me comoveu horrores, acho que nunca chorei e ri tanto ao mesmo tempo com uma cena.
É uma família assim que eu quero construir, é essa “funcionalidade” que eu busco, que me interessa. Porque ser uma família muito unida sendo um Adams é fácil – gostos iguais, mesmas crenças, bizarrices compartilhadas. Duro é manter a harmonia quando cada um toca seu instrumento a sua maneira, em tons diferentes, à procura de seu próprio ritmo. Dificílimo, embora algumas famílias toquem de ouvido, nasçam com o dom, enquanto outras passam a vida tentando achar esse caminho. Não sei ainda qual é o meu caso; prometo me empenhar.

Com direito a trilha sonora, of claro.

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Helê

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