Família

Setembro 03, 2007

Só no sábado passado eu vi Little miss sunshine. Então este post é menos pra falar do filme – que a essa altura todo mundo já viu – e mais da minha emoção com aquela história, e com aquela família considerada ‘disfuncional’, em que todos os indivíduos têm seu quinhão de loucura e fracasso, mas que como família funciona muito bem. Fiquei pensando nesse termo, e no que seria uma família funcional (um termo típico do mundo corporativo, não?). Quando uma família funciona? Quando te apóia na hora que você precisa. Mesmo que você não saiba que precisa Apóia, e não: concorda, aprova, permite, avaliza. Por outra: apóia a despeito de tudo isso, oferece suporte, sobe no palco junto – aliás, a cena do palco me comoveu horrores, acho que nunca chorei e ri tanto ao mesmo tempo com uma cena.
É uma família assim que eu quero construir, é essa “funcionalidade” que eu busco, que me interessa. Porque ser uma família muito unida sendo um Adams é fácil – gostos iguais, mesmas crenças, bizarrices compartilhadas. Duro é manter a harmonia quando cada um toca seu instrumento a sua maneira, em tons diferentes, à procura de seu próprio ritmo. Dificílimo, embora algumas famílias toquem de ouvido, nasçam com o dom, enquanto outras passam a vida tentando achar esse caminho. Não sei ainda qual é o meu caso; prometo me empenhar.

Com direito a trilha sonora, of claro.

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Helê

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