Dezembro 11, 2007

Uma loja anti-capitalismo onde os produtos não são vendidos.

Genial.

Masterchorus

Dezembro 10, 2007

Ingresso para o gramado: R$ 190,00

1 picolé de fruta: R$ 4,00

Every breath you take sussurada no meu ouvido: não tem preço

-Monix-

Quarta-feira, Dezembro 05, 2007


Mais uma do Milton Ribeiro, dessa vez um conto bem bacana, que me fez pensar no seguinte: realmente, essa brincadeirinha de “what if” perde toda a graça quando a gente tem filho(s). Eu sempre achei divertido imaginar como teria sido minha vida se em vez de tomar uma decisão – por insignificante que pareça – lá atrás, tivesse ido por outro caminho… Mas hoje fica difícil brincar assim, porque qualquer uma dessas decisões diferentes provavelmente teria levado a uma cadeia de fatos que não incluiria o nascimento do meu filho. E aí perde completamente a graça.
Ser mãe muda tudo mesmo.

-Monix-

Um papo que virou post

Terça-feira, Dezembro 04, 2007


– Eu concordo com a Dedéia, acho que esse papo é como um mantra do mal, como “eu detesto academia”. Tem certeza? Detesta por que, já experimentou que tipos, que atividades já vez? “Eu não tenho habilidade manual” – não mesmo? O que você chama de habilidade manual, quais já tentou? Será que não está se baseando num padrão irreal, como começar hoje fazendo bolsas da Reina Madre? Eu digo isso de cadeira, porque eu sempre disse que era uma zebra pra trabalhos manuais. E sou mesmo, para muitos deles, como embrulhar presentes, por exemplo. Mas faço ponto em cruz com um avesso perfeito e meus fuxicos são bem apresentáveis. E pra descobrir só me bastou tentar. A gente tem que se desafiar, desafiar essas frases feitas, sobretudo se há um desejo. Porque se não houver tudo bem, a gente também não precisa lutar todas as batalhas, não é mesmo?

Helê

Efeito colateral

Dezembro 04, 2007

A continuar essa mania da imprensa carioca (leia-se O Globo, o último reduto de informação da classe média pseudo-intelectual desta mui leal e heróica e resistente capital cultural do país) de noticiar com destaque e indignação todo e qualquer crime ocorrido na zona sul da cidade, ignorando ou registrando secamente tudo que se passa “do Rebouças pra lá”, acaba que daqui a pouco vamos começar a acreditar que Botafogo e Leblon são os bairros mais perigosos da cidade. They didnt see that coming, did they? -Monix-

Sobre Harry Potter

Dezembro 03, 2007

Atenção: este texto contém spoilers – informações importantes sobre o último livro. Caso não queira saber, pare agora ou cale-se para sempre

“Não há nada só bom
Não, ninguém é só mal
Se o início e o final de nós todos
É um só”

Lulu Santos

Eu poderia falar da fantástica mágica realizada pela J.K. Rowling fazendo legiões de crianças e adultos no mundo inteiro acompanharem uma história que se estendeu por 10 anos e sete livros. Ou de sua assombrosa capacidade de colocar o leitor dentro da cena, de modo que todos os filmes subseqüentes, bons ou ruins, ficaram sempre aquém das imagens que ela foi capaz de provocar em nossas mentes. Há ainda a relação especial construída entre leitores e personagens desse folhetim-entre-séculos, sendo que muitos leitores acompanharam e amadureceram junto com os personagens, num paralelo ficção/realidade muito interessante. Eu poderia falar disso tudo e muito mais por muito tempo, mas apenas pra iniciar a conversa com quem quiser papear sobre o assunto, seguem três pontos de destaque neste último livro da série:

– Família é (quase) tudo: a origem familiar dos personagens parece, em certos momentos da saga, determinar o caráter e/ou o destino dos personagens. Mas, no final das contas, nem tanto. Pois Harry e Você-Sabe-Quem têm origem semelhante: ambos são órfãos criados sem amor, e transformam-se na antítese um do outro. A família perfeita, aquela da qual queremos fazer parte – ou pelo menos ser amigos -, os Weasley, tem também um desertor, Percy (ainda que ele se arrependa e reúna-se aos seus perto do fim). A relação entre irmãos, aliás – de amor, inveja, ciúme, disputa – justifica muita coisa na história. Basta lembrar de Petúnia e Lílian, ou Dumbledore e os irmãos. A família tem, de fato, um papel fundamental – mas não é uma sentença. O amor é o que realmente faz a diferença, e os amigos, a família escolhida, são igualmente valiosos. O que nos leva ao segundo ponto:

– Nada se consegue sozinho: Harry é um herói bastante humano no que tem de indeciso, inseguro, na luta contra a condição de herói que não escolheu. Herói que perde tanto ou mais do que ganha; se consegue triunfar no final paga, para isso, um preço alto. Ele também é corajoso como um verdadeiro herói, disposto a dar a vida para salvar a de outros. No entanto, não chegaria aonde chegou sem muitas e variadas ajudas, desde o Sábio dos sábios, o velho Dumb, até elfos domésticos e gnomos, passando por figuras de inteligência e bravura medianas como Neville e mesmo Rony. Desde o núcleo de amizade formado com Hermione e Rony até a Armada Dumbledore e a Ordem da Fênix, passando por colaborações avulsas e inesperadas (Aberforth, por exemplo) Harry Potter conta com o auxilio luxuoso de muitos para salvar a todos.

– De perto ninguém é tão mau. Esse pra mim é a grande bandeira defendida pela J.K. Rowling, a máxima potteriana por excelência, especialmente no último livro. Os podres de Dumbledore – compreensíveis, mas podres, anyway – os vacilos de Harry diante das maledicências sobre o diretor; a capacidade de transformação de alguém como Monstro, tomado de rancor; a capitulação de Lovegood em função da filha; o vacilo de Pettigrew que lhe custa a vida; a devoção dos Malfoy pelo filho e a traição de Narcisa em função desse amor; todas situações que mostram as pessoas com muitos tons e nuances, sem a monotonia bicolor limitada do bem e do mal. Nossa condição humana estabelece-se exatamente pela nossa capacidade de sermos muitos e plenos nessa multiplicidade – e, portanto, somos todos heróis, bruxos, sábios, trouxas, mães, alunos, elfos, fantasmas, gigantes, comensais. Se de perto ninguém é normal, como sacou Caetano, de perto ninguém é tão mau, nem tão bom. O personagem que melhor representa isso, e talvez por isso seja o mais fascinante pra mim é Severo Snape, ambíguo do início ao fim, até a raiz dos seus cabelos sebosos. Aquele viveu e morreu na fronteira entre o bem e o mal, e só pôde ser salvo pelo amor – platônico, impossível, não-correspondido, mas amor ainda assim, capaz de salvá-lo da perdição completa. Amor que era incompreensível para Voldemort, e que por isso deixou-lhe um flanco aberto.

O que me leva à síntese de tudo isso, cantada por outros meninos tempos atrás: “All you need is love – love is all you need“.

Ah, esses ingleses…

Helê

Dezembro 3, 2007

Adoro essas coisinhas que vejo na Marina:

Personalidade: Severo Snape
Casal de celebridades predileto: Brangelina
O charme: fundamental
O chato: é uma chata, na verdade. Com quem tenho que conviver diariamente.
Espero nunca ser… má
Gostaria de ser: eternamente bela
Melhor cena do cinema: aquela que emociona a ponto de me fazer esquecer que estou assistindo um filme
Melhor última cena: “Eu sei”, em “Antes do Pôr do Sol”.
Samba ou rock? Cada um no seu tempo
Com quem gostaria de dançar: com ele
Roupa predileta: decotada
Santo predileto: Nossa Senhora
Lugar mais bonito que já visitou? Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro
Como vc se definiria: quando eu descobrir, missão cumprida.
O que está lendo: Vinícius de Moraes (e também Ellen Degeneres, vai saber.)
Um filme: Crimes de Autor, do Lelouch. Não percam.
Uma música: Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome
Com quem você tomaria um chope? Billy Wilder
O que você nunca faria? piercing
O que você gostaria de ter: um carro novo
O que pediria a um gênio? férias

Domingo, Dezembro 02, 2007



Eu não digo que a torcida rubro-negro é bem humorada? Olha só o que eu recebi:

Já tirou o seu?

***
Agora vocês sabem porque perdemos o último jogo, né? Porque de outro modo corríamos o risco de terminar o campeonato em segundo lugar. E vice é coisa pra vascaíno, vocês sabem.

Helê, a que torceu pela derrota pra não perder a piada

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