Cloverfield

Sábado, Fevereiro 09, 2008

Fui ver Cloverfield. Não é bem um filme de monstro. Também não considero um filme de amor, como alguns já disseram. Mais interessante que a estética geração-you-tube é a idéia de que as imagens daquela fuga desesperada – que, como fica claro desde o início, não tem muita esperança de terminar bem – estão apagando o registro de um dia feliz, que tinha sido gravado no mesmo cartão de memória da câmera. Esse toque romântico, se é que podemos chamar assim, é o charme do filme. Também me cativou o fato de ninguém saber que monstro é aquele, nem qual a estratégia que os militares planejam (?) usar para derrotá-lo, nem qual foi a estratégia de evacuação da cidade, nada. Só o ponto de vista de um cara atrás de uma câmera. Se não tivesse custado trinta milhões de dólares (o que pros padrões de Hollywood é uma pechincha), seria quase glauberiano: uma idéia na cabeça etc e tal.

Os pós-adolescentes que encheram o cinema de pipoca detestaram o filme. Eu, por incrível que pareça, adorei.

-Monix-

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