American gangster

Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008



Eu e D. Diego vimos O gângster. Eu gostei muito, conta uma história que eu não conhecia, tem um roteiro que prende, muita ação, violência – sendo que pra mim as piores cenas foram os vários closes de seringa, que eu morro de medo de injeção!. Boas atuações (até o Cuba Gooding Jr. faz uma boa participação!) e mais de duas horas olhando para o Denzel, que é magavilhoso até fazendo cara de mau (e o Russel Crowe só pra variar vezenquando).
Mas eu saí do cinema meio encafifada com um pensamento que eu vou tentar elaborar melhor aqui, e me ajuda aí quem puder. Esse filme me lembrou muito ‘Os infiltrados’ na construção de personagens ambivalentes, ambíguos, para os quais palavras como ‘moral’ e ‘ética’ são absolutamente subjetivas. No filme do Scorsese as coisas são mais óbvias, porque o bandido entra pra polícia e o bonzinho vai para o crime, e no fim todo mundo se dá mal. No filme do Ridley Scott os personagens são ainda menos chapados, têm mais nuances e tons, o policial honesto pode ser um pai displicente, o bandido cruel um bom filho, e por aí vai. E eu tenho a impressão que há outros filmes mais recentes que vão nesta mesma linha, mas aí eu peço ajuda a minha sócia, a titular da cadeira de cinema deste blogue, que pode confirmar ou não minhas suspeitas.
Pedindo licença pra viajar um pouco na maionese, algo semelhante se observa também nos filmes/desenhos pra criança, que desde Shrek (ou terá sido antes?) nunca mais os heróis foram os mesmos, e a divisão entre bons/maus/feios/belos ficou muito bagunçada. O que, em princípio, eu acho sensacional, porque na vida é assim também, e se a gente tem esse péssimo hábito de etiquetar as pessoas em categorias estanques, o cinema contribuiu muito pra isso; uma revisão é bem aceita. Mas, vindo de onde vem – Roliúde, que a gente sabe o que representa – eu fico com um certo pé atrás, pensando no que será que há por trás disso. Viajei muito?

Helê

Confetes

Fevereiro 14, 2008



Fechando o ciclo carnavalesco – porque, afinal, o ano tem que começar – dois registros de conversas envolvendo as Fridas no carnaval:

Frida e filhote
– Mãe, compra aquela gravata.
– Qual, a aquela grande, prateada?
– Não, mãe. Aquela com uma garrafa de cerveja.
– Mas você é criança, meu filho, criança não pode sair com garrafa de cerveja!
– Mas é de mentira, mãe!

***
Combinação

– Olha só, eu tô sem celular. Então, se a gente se perder, esquece.

***
E o prometido bestófi de fotos do carnaval na nossa casinha de veraneio, o Chatô das Fridas. Acima, Aline, minha irmã, mostra a melhor frase do carnaval. Divirtam-se e comentem, please.

Helê

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