Antipatia não é quase desamor

Março 06, 2008

Não é que eu costume consumir açúcar refinado (item que poderia ser dispensado da minha lista de compras, não fosse a existência da babá-que-dorme), mas sinto uma certa nostalgia de ter uma vizinha a quem recorrer quando falta um ingrediente vital para aquela receita. Ou, no mínimo, alguém para dizer bom dia, perguntar como vão as crianças, comentar sobre o vazamento na garagem ou a demissão do porteiro rabugento.
Uma das minhas frustrações da vida adulta (ou seria da vida de dona de casa?) é não conseguir estabelecer contato com meus vizinhos. Eu não sou uma pessoa lá muito sociável, isso não sou mesmo. Tenho uma enorme dificuldade de cumprimentar, tentar estabelecer contato. Daí que a cada vez que me mudo é a mesma coisa: os desconhecidos com quem compartilho as áreas comuns do prédio ao mesmo tempo me intimidam, me assustam e me atraem. Eu queria muito ser aquele tipo de pessoa que fica amiga de vizinhos de andar (e o mesmo se aplica aos pais de coleguinhas de escola do filho), mas, definitivamente, eu não sou.
Às vezes a antipatia é um dom involuntário.

-Monix-

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