Abril 29, 2008

Da série “Os melhores leitores do mundo”

Mais ou menos na hora em que eu postava ontem, o Christian enviava pra mim a mesma foto, porém acompanhada de uma de suas inspiradíssimas versões, “O meu guru”:

“Olhaí, ai o meu guru, olhaí/ Olhaí/ É o meu guru/ Ele chega/Chega no Maraca/Camisa do Mengo/ Traz também o neto pra comemorar/ Outra vitória do Fla sobre o Bota/ Eu não tenho nem jeito de explicar/ O guru na galera/ Acho que tá rindo/ Acho que tá lindo na torcida Fla/ Bem que ele um dia me disse/ Ele um dia me disse que ia pra lá/ Olhaí/Olhaí/ Olhaí, ai o meu guru, olhaí/Olhaí/ É o meu guru”

Saudações rubronegras!

Christian Obina Morais

Helê

Resgates

Abril 29, 2008

Da série ´papos que viram post’

– A terapia tem me ajudado muito a resgatar uns “tesões” esquecidos – carnaval, ir ao Maracá, praia -, umas coisas que o casamento e suas conseqüentes negociações fazem a gente esquecer, reprimir, sublimar. Mas, veja, também não dá pra botar tudo na conta dos outros, muito menos se ozôtro em questão é alguém que a gente ama e família que a gente se esforça pra construir. A gente sabe ser bem relapsa consigo mesma. E os gostares passam por fases mais ou menos intensas. A rigor, é a vida mesmo e seu ritmo às vezes descompassado que nos faz esquecer o que nos faz feliz. Quando a gente lembra é tão bom….

Helê

Certas coisas só o Flamengo faz por você

Segunda-feira, Abril 28, 2008

Praia em Ipanema no domingo: 11,20 (metrô, cadeira e água de côco)
Pastel de carne seca e queijo coalho no Bar do Adão com Dedéia: 3,00
Assistir o jogo com galera na casa da Manu: 12,00 (1/2 dúzia de long neck)

Ver o (tricolor) Chico Buarque na torcida do Mengão: não tem preço!!!!


O Globo 28/04/08

Dia Mundial da Monix

Sexta-feira, Abril 25, 2008

Vocês sabem, eu levo aniversário muitíssimo a sério: é o dia da Pessoa – do mesmo modo que tem o dia da árvore, do índio ou das mães. E hoje, como se sabe, é o Dia da Monix, nossa mui leal e heróica Mônica, com apelido de herói gaulês, fleuma britânica e coração carioca – amplo, ensolarado e democrático. Como eu não tenho o poder de decretar feriado e cobri-la dos rapapés, dengos e agrados necessários, ajudem-me a fazê-la tão feliz neste dia quanto ela deve ser todos os outros: intensamente.
Para você, Sóciamada, só do bom e do melhor que houver nessa vida.
Ah, e Saúde & Sorte, sempre!
Beijocas todas, love you,

Helê
PS: Não comprou presente ainda? Antes tarde que mais tarde ainda, como ela mesma me ensinou.

Quinta-feira, Abril 24, 2008

Sally: I’m gonna be forty.
Harry: When?
Sally: Someday.
Harry: In eight years.
Sally: But it’s there.

Pois é. Tal e qual Sally, eu vou fazer 40 anos. Um dia. Amanhã serão 38, falta pouco.
Sempre tive a estranha mania de arredondar minha idade pra cima. (Nem tentem entender.) Então já estou me considerando meio quarentona. Sinceramente, não tenho (ainda) os sintomas clássicos da crise da meia-idade. Mas algumas coisas não dá pra ignorar. É fato que a idade pesa. (E o peso, well… também pesa.) Ou melhor, a maturidade chega, meio sorrateiramente, e quando a gente percebe está se questionando sobre uma possível caminhada na rota da caretice, por exemplo. É, amigos, a gente vai encaretando com o tempo? Será?
O fato é que já sou “gente grande” há muito tempo. A adolescência acabou há duas décadas. Saí da faculdade, e não foi ontem, nem anteontem, nem semana passada: põe aí 15 anos nessa conta. O tempo de correr riscos sem pensar no dia de amanhã já acabou; a inconseqüência alegre da juventude não tem mais lugar. Digo isso com muito orgulho, e sem nenhum pingo de nostalgia. É muito bom ter noção das minhas responsabilidades, com os ônus e bônus que isso acarreta. Sim, há bônus: minhas conquistas são meu patrimônio; minha evolução como ser humano é meu benefício por estar aqui, nessa terra, na labuta diária. Foi-se o tempo do impensado. A vida agora é pautada pelas escolhas que já fiz, e pelas que tenho que fazer, todo o tempo. Com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.
Mas depois de tudo isso pensado e repensado, nesse período de avaliação anual que precede os aniversários, fiquei com uma dúvida bem conveniente no momento: serão os 50 os novos 40? ;-)
(Porque, como vocês já sabem, não trabalhamos com coerência.)

-Monix-

São Jorge

Quarta-feira, Abril 23, 2008


Deus me perdoe essa intimidade:
Jorge me guarde no coração
Que a malvadeza desse mundo é grande em extensão
E muita vez tem ar de anjo
E garras de dragão

Medalha de São Jorge, Moacyr Luz e Aldir Blanc

Salve Jorge, Viva Jorge!
Agradecendo a proteção e a força, pedindo que ele guarde, abençoe e ilumine a todos nós.

Helê

Terça-feira, Abril 22, 2008

O filme do momento: Estômago.
Não percam também o livro de receitas.

-Monix-

Update: Antes ou depois de assistir o filme, vale a pena ler esta crítica.

Validade

Abril 22, 2008

Uma amiga viajou com o marido e na volta descobriu o seguinte: prazo de validade de marido 24 horas é o mesmo da unha feita: 8 dias, um reparo lá pelo 10o. dia, voce empurra até o 15o., 16o., depois descasca irremediavelmente.
Vai dizer que não?

-Monix-

Instituto do Patrimônio Histórico Emocional ou A Casa da Vó

Segunda-feira, Abril 21, 2008

Fiquei indignada quando soube que fizeram obras na casa da minha vó. Ainda que ela esteja morta há mais de 10 anos, e que more na casa um de seus filhos, isso não faz a menor diferença. Será sempre a Casa da Vó, com maiúsculas, lugar de afeto e acolhida, que jamais deveria ser modificado. A partir dessa descaracterização de tão importante edificação sentimental, passei a defender a criação do Iphem, o Instituto do Patrimônio Histórico Emocional. Ele tombaria e preservaria locações inesquecíveis na nossa cartografia sentimental, como a escola primária, a pracinha do bairro, o salão de baile dos primeiros amassos e tantos outros, carentes de proteção contra a violenta ação do tempo e do homem.

065bb9ebb23eb2cacb8ecedd597e595eVaria de acordo com o grau de saudosismo ou apego de cada um o rol de itens a serem analisados pelo Iphem. Mas desconfio que a Casa da Vó apareça com freqüência, porque salvo as indefectíveis exceções, a Casa da Vó costuma simbolizar muitas coisas, transcendendo a própria avó. Durante um bom tempo da vida serve como espaço de socialização e convívio com primos e primas; ali a palavra família começa a ampliar seu alcance – e, conseqüentemente, a palavra “mundo” também. Grande ou não, luxuosa ou simples, Casa da Vó possui muitos caminhos, esconderijos e interesses que se transformam: numa certa fase o mais bacana é a cozinha e seus quitutes, noutras épocas nada nos tira do quintal; tem também o período de exploração das estantes de livros e discos, sótãos ou uma singela caixa de fotografias esquecida num canto do armário.

E como, em geral, as avós não mudam muito (em variados sentidos), a Casa da Vó mantém-se, com uma pintura aqui ou um conserto ali, mas permanece, assistindo, testemunhando e acolhendo o nosso crescimento. Para lá fomos ansiosos por brincadeira e mimo; e depois a contra gosto quando a adolescência nos esperava impaciente na esquina. Lá chegamos com saudades legítimas da matriarca, ou apenas marcando presença no almoço dominical. E a todas essas, a casa lá, velha e firme âncora da nossa trajetória. Em alguns casos, mesmo quando a Vó já não está mais lá, a Casa da Vó permanece, perpetuando ternura e consolando a saudade.

Nunca mais pus os pés na Casa da minha Vó, depois das mudanças. O que não me impede de visitá-la sempre – endereço feliz, eterno e solidamente fincado no mapa da minha memória.

Helê

Marvin Gaye

Sexta-feira, Abril 18, 2008

Se, como diz certo apresentador mala, “quem sabe faz ao vivo”, eu acrescento: quem sabe mesmo faz a capela.
Eu me comovo com o talento dele todas as vezes que assisto esse vídeo.

Bom finde!

Helê

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