Não tem preço

– Compras na Balaco: desconto pra cliente fiel, parcelado em alguns cheques.

– Latinha de cerveja pra acompanhar o bloco em que a amiga vai desfilar: 3 pilas.

– Conta no boteco decente pra uma mesa de amigos: 50 pratas pro casal, comida incluída.

– Chegar em casa e encontrar esse bilhete:

Não tem preço!

Helê

Pra alegrar a sexta-feira

Helê

Das contradições da internet

Ontem eu escrevi pra Vera Guimarães, pessoa que tenho na mais alta conta e carinho, com extenso extrato de milhagem no cartão Dufas de fidelidade: “Eu juro que eu não acredito quando eu penso que só te encontrei uma mísera vez nessa vida…”

E então eu pensei que sem a internet provavelmente eu não a teria encontrado, jamais. Então…viva os encontros possíveis!

O que não nos impede de continuar querendo os improváveis. Ou como diria o Quintana, “Se as coisas são inatingíveis… ora! Não é motivo para não querê-las…”

Helê

Melô do twitter

“Every breath you take
Every move you make
Every bond you break
Every step you take
I’ll be watching you

Every single day
Every word you say
Every game you play
Every night you stay
I’ll be watching you”

The Police

(A dica precisa foi da Ângela.)

Helê

PS: Ju Sampaio, o nome no twitter é dufas, mas continuo achando tudo muito estranho naquele troço…

Sobre ontem à noite

Baticum

Gilberto Gil – Chico Buarque
1989

Bia falou: ah, claro que eu vou
Clara ficou até o sol raiar
Dadá também saracoteou
Didi tomou o que era pra tomar
Ainda bem que Isa me arrumou
Um barco bom pra gente chegar lá
Lelê também foi e apreciou
O baticum lá na beira do mar
Aquela noite tinha de bom e do melhor
Tô lhe contando que é pra lhe dar água na boca

Veio Mané da Consolação
Veio o Barão de lá do Ceará
Um professor falando alemão
Um avião veio do Canadá
Monsieur Dupont trouxe o dossiê
E a Benetton topou patrocinar
A Sanyo garantiu o som
Do baticum lá na beira do mar
Aquela noite
Quem tava lá na praia viu
E quem não viu jamais verá
Mas se você quiser saber
A Warner gravou
E a Globo vai passar

Bia falou: ah, claro que eu vou
Clara ficou até o sol raiar
Dadá também saracoteou
Didi tomou o que era pra tomar
Isso é que é, Pepe se chegou
Pelé pintou, só que não quis ficar
O campeão da Fórmula 1
No baticum lá na beira do mar
Aquela noite
Tinha do bom e do melhor
Só tô lhe contando que é pra lhe dar água na boca

Zeca pensou: antes que era bom
Mano cortou: brother, o que é que há
Foi a G.E. quem iluminou
E a MacIntosh entrou com o vatapá
O JB fez a crítica
E o cardeal deu ordem pra fechar
O Carrefour, digo, o baticum
Da Benetton, não, da beira do mar

Tem lá no Dufas Dial.

Do processo de auto-exposição, ou “o trenzinho do meu ego”

Me perguntaram se não acho estranho escrever no blog, para pessoas que não conheço, não sei quem são, nem onde estão. Olha, na verdade eu nunca tinha pensado nisso, por incrível que pareça. Sou jornalista, e fui treinada para escrever com o objetivo de informar ao público, em tom neutro e objetivo, etc etc.
Quando comecei a namorar a possibilidade de criar um blog, o que me moveu foi a descoberta de um texto novo, que eu nem sabia que seria capaz de escrever. Escrevendo, passei a conhecer emoções e opiniões que, mesmo sendo minhas, eu nunca soube que estavam lá. Passei a observar coisas do cotidiano com outro olhar. Passei a elaborar meus pensamentos de outra maneira. E é até meio envergonhada que confesso: passei a viver meio obcecada com o próximo post.
É claro que é muito legal saber que já temos uma “audiência” fiel; que muita gente que não nos conhecia vem ao blog por links em outros blogues; que pessoas de vários cantos do mundo chegam até aqui; que mais que leitores, fizemos amigos por causa deste blogue. É bom demais ler os comentários, é bom demais receber e-mails, é bom demais saber que vocês estão aí. Mas a brincadeira começa aqui dentro, de mim para mim mesma.
Quem está chegando agora pode entender como tudo começou ou dar uma conferida na genial definição da Angela. Enquanto isso eu fico aqui pensando se existe alguém mais incoerente que eu nesse mundo. (A pessoa diz que escreve pra si mesma e passa três parágrafos conversando com leitores imaginários. Podem internar.)

– Monix –

Publicado originalmente em 12 de setembro de 2005

Duas Fridas, 4 anos

 

 

É hoje o dia da alegria.

Porque é preciso celebrar o que de mais precioso este blogue nos proporcionou: o encontro, os encontros. O encontro de nós duas, o encontro com nós mesmas, o encontro com vocês. Nesse tempo específico que a gente inventou e recriou, com as benesses e intempéries de que o só o ciberespaço dispõe, nós encontramos muita gente – a matéria-prima desse blogue, nossa maior aporrinhação e nosso maior tesão nessa vida.

Porque gente pode ser sensacional, e as que nos rodeiam com freqüência o são. Foram muitos os encontros, comentários que viraram pé de orelha, conversas tornadas posts e posts tornados conselhos, piadas, mantras, afagos letrados, textos carinhosos. Brindemos pois aos encontros, os que houveram e os que hão de vir.

Porque se o Poetinha estiver certo, o que fazemos aqui é nada menos que viver, aprimorando esta arte do encontro, apesar de tanto desencontro que há por aí.

Duas Fridas

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