Sempre que vejo um cardápio tosco ou, de alguma forma, involuntariamente cômico, lembro da Cam e suas garimpagens. Outro dia estava no Círculo Militar da Praia Vermelha, onde a gente consegue uma comida gostosinha por um preço honesto e com vista para o Pão de Açúcar (aliás, “vista” é pouco, o restaurante do clube fica literalmente debaixo do dito cujo). E você ainda pode experimentar a deliciosa pizza de mussarela de búfata, gorgonzofa e provotone, acompanhada por um honesto Valpoliceta Bolha. Que tal?

-Monix-
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A idéia (maluca) de mãe é que mãe é um ser que é uma fonte inesgotável de toda e qualquer coisa, e nada poderia estar mais longe da verdade. A mãe é só uma mulher que pariu. Uma mulher como você. Uma mulher como aquelas que você levou para a cama e não ligou no dia seguinte nem nunca mais e tampouco atendeu as ligações dela. A mãe não deixa de ter sonhos – sonhos sérios e também sonhos bobos – porque passou a ser mãe. A mãe continua querendo ter prazer sexual porque SURPRESA!, a genitália não sai junto com a criança na hora do parto. A mãe quer continuar sendo bonita, a mãe adoraria poder ficar doente quando fica doente. A mãe quer viajar, a mãe quer beijar na boca e ser feliz. Como todo mundo. E a mãe tem defeitos, pilhas e mais pilhas de defeitos. Como todo mundo.

Uma das coisas mais belas – e sábias – jamais escritas sobre a maternidade. Pela Criada mais esplendorosa (da Madame maravilhosa).

-Monix-

O Homem de Ferro abusou da nossa boa vontade (contém spoiler)

Um milionário da indústria de armas, que além de tudo é um gênio da tecnologia, constrói uma armadura feita de uma liga de metais nobres, embute armas e foguetes, propulsores ou seja lá como se chama aquilo, e sai por aí combatendo o mal. Até aí, tudo bem. Mas precisava se esborrachar todo no momento de testar seu traje novo, e sair ileso, sem um hematoma?

Pois é.  Nós assistimos O Homem de Ferro. Assistimos a também a dezenas (ou seriam centenas?) de filmes, desenhos animados, seriados e outros produtos da cultura de massa em que heróis, monstros, vilões, mortos-vivos e outros bichos fazem e acontecem, mas sempre tem um momento em que a gente chega ao limite e diz: mas peraí, se o sapato dele estava desamarrado, como é que ele conseguiu correr sem tropeçar?

O conceito de suspension of disbelief, que poderia ser traduzido toscamente como ‘suspensão da descrença’, foi cunhado pelo poeta e filósofo Samuel Coleridge, em 1817, numa tentativa de definir a relação do público com a arte. Muito antes, portanto, do Superman chegar de Krypton numa nave e ser criado por um casal de simpáticos rancheiros texanos. Segundo esta teoria estética, o espectador se dispõe a aceitar como legítimas as premissas de determinada obra de arte, por mais inverossímeis que pareçam. O público faz “vista grossa” para as impossibilidades apresentadas, contanto que elas não entrem em conflito com as premissas inicialmente “negociadas”. Ou seja, tudo bem que o Superman voe, mas não dá para engolir que só porque ele pôs os óculos a Lois Lane não vai reconhecê-lo! Isso também já é demais!

***

Bom, voltando ao Homem de Ferro:  quem for assistir, não deve sair do cinema antes do final dos créditos. E final é fim MESMO. Há uma cena imperdível tanto para os fãs do personagem quanto para fãs de outra pessoa.

(A partir daqui começa o spoiler, quem não quiser saber do que trata a cena pode ir direto pros comentários)

Ao voltar para casa, depois da última coletiva para a imprensa, Tony Stark fica conhecendo Nick Fury, um big shot da S.H.I.E.L.D., deixando aberto o gancho para um filme sobre Os Vingadores. Quem interpreta o personagem é o maravilhoso Samuel L. Jackson. Nossas fontes no universo nerd nos informaram que originalmente Nick Fury era um personagem branco; no entanto, em uma recriação dos heróis Marvel (Universo Marvel Millenium), Fury reaparece como negro – e os desenhos foram inspirados em ninguém menos que o próprio Samuel L. Jackson. Bacana, não?

As Fridas de Ferro

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