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Liberdade, ainda que à tardinha

Quanto mais novo o filho, mais raro acontecer, mas às vezes a mãe fica algumas horas, uma tarde ou até mesmo um dia inteiro sem filhos. Porque o papai agora mora em outra casa, ou mora na mesma casa e resolve fazer um passeio sozinho com as crias; porque vão pra casa da vovó; ou porque alguma alma caridosa resolveu levar seu filhote num programa com amiguinhos. Aí você se vê com aquela desejada oportunidade nas mãos: fazer tudo o que não dá fazer com criança – ou aquilo que, quando feito com ela, fica terrivelmente comprometido. Mas quais são essas coisas mesmo? Ah, é: ler aquele livro, comer sorvete ou qualquer coisa, mesmo um pão velho, sem ter que dividir, dormir… Não, melhor ver aquela série que você não consegue porque começa na hora de colocar a pessoa pequena pra dormir… não, melhor assistir ao DVD ganho no aniversário, já que a última tentativa foi interrompida por uma crise de choro inexplicável… não, não, melhor responder a todos os e-mails e fazer a ronda dos blogues… não, isso a gente consegue fazer, de um jeito ou de outro… não, melhor aquele trabalho manual para desestressar que a gente anda muito nervosa pra fazer… ou arrumar o armário….

Você fica igual cachorro correndo atrás do rabo. Tem também lôkas como nós que começam várias coisas, e depois passam pelos cômodos e encontram uma TV ligada, um guarda-roupa escancarado, o computador ligado, o livro aberto….

Ó só: relaxa. Segundo apuração recente  do DataFridas, faça o que fizer, escolha o que escolher, você sempre vai ficar pensando que poderia ter feito outra coisa, que poderia ter aproveitado melhor. Tenha você um ou mais filhos, seja um par de horas ou um fim de semana completo. Não tem escapatória. Tente apenas não fazer algo que faria de qualquer jeito, mesmo com o pentelho agarrado na sua perna esquerda (arrumar o armário, por exemplo). Vale sentir saudades, mesmo que o gajo ou a gaja só tenha saído há 40 minutos – mas por favor, jogue fora aquele pedaço de culpa grudado no peito por estar feliz em ficar sozinha. E páre de se perguntar se você não está esquecendo algo ou está faltando alguma coisa – está sim, mas vai chegar logo – e aproveite a sua própria companhia. Faça, inclusive, algo realmente impossível com crianças em casa: nada. E aproveite.

As Duas

Este post foi originariamente produzido em preto e branco em 01 de outubro de 2005 e foi revisto e requentado.

Twitter, afinal o que vem a ser isso?

Pra falar a verdade eu não sei não. A Helê disse que entrou, mas não me perguntem como achá-la lá porque eu não sei. Pra mim, esse negócio de twitter deve ser muito bom, mas não para pessoas de uma certa idade, como eu. Ou então é algo que serve pra pessoas mais conectadas que eu, pessoas que usam Blacktooth e Blueberry (como diz o Alex). Porque essas pessoas podem ficam micro-blogando da rua, da chuva, da fazenda, ou duma casinha de sapê. Aí elas avisam aos seus seguidores que estão na rua. Depois, que foram para a chuva. Em seguida, que chegaram na fazenda. E, finalmente, que agora vão ficar numa casinha de sapê. E é isso aí mesmo, só. Sei lá, pode ter quem ache que isso é micro-blogar, mas pra mim é só micro mesmo.

-Monix-

Fashion victims

A maior prova de que mulheres são capazes de qualquer coisa para se manter na moda é a quantidade de bolsas medonhas que se vê nas ruas nesta estação. Algumas delas custam cerca de um salário mínimo. Socorro.

 

-Monix-

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