Cinema, a melhor diversão

Estou numa fase cinematográfica – no sentido menos glamouroso e mais literal do termo: tenho ido ao cinema com freqüência e visto muitos dvds. Talvez porque estou numa fase pouco literária – tenho uma pilha de livros e revistas começados e inacabados na mesa de cabeceira.
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No fim de semana, estranhamente, eu peguei dois dramas pra assistir – logo eu, que evito filme triste. Um foi altamente recomendado pela suprema Dedéia (alguém que sempre dá boas dicas, nas mais variadas áreas): “Na natureza selvagem” , dirigido pelo Sean Penn. Belíssimas imagens, história marcante, personagens envolventes, trilha sonora primorosa; vale a pena. O outro filme eu escolhi por dois motivos: pelo Benício Del Toro (suspiro duplo carpado) e pelo título, “As coisas que perdemos pelo caminho” (The things we’ve lost in fire). Eu já disse uma vez, de um bom título eu não escapo. Não li nada sobre, não sabia do que se tratava, mas o título ficou chamando por mim cada vez que eu ia à locadora, até que eu cedi. E não me arrependi. De fato é um filme triste, mas um bom filme – e no fundo só há dois gêneros de filmes, os bons e os ruins. Comparando com música, “As coisas…” é todo composto com notas graves, pra terminar num tom acima, apontando para o melhor – quase que o oposto do “Na natureza”. Também vale a pena, se você estiver disposta a lidar com perdas.
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Também vi “Indiana Jones”, mas confesso que fazendo um esforço enorme pra não dormir. Nem sei dizer se o filme era ruim, acho que a sessão das 9 não foi uma boa escolha depois de um dia inteiro de trabalho. Na verdade eu não esperava quase nada do filme, que era pra mim apenas um reencontro com meu herói da juventude. Não precisava ser genial, nem mesmo excelente, era apenas um encontro com Dr. Jones e seu charme – talvez eu buscasse o mesmo conforto que as crianças, que gostam de ouvir a mesma história muitas vezes. Vendo Indiana lembrei-me de “Duro de matar 4”, que me levou ao cinema com o mesmo espírito, reencontrar o velho e bom (?) John Maclane. E nos dois há um personagem a relembrá-los da passagem dos anos, como um alterego sacanaeando os caras por nós.
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Depois de um finde dramático, fui ver as meninas de “Sex and the city”, que ninguém é de ferro. Novamente, um reencontro sem expectativas com personagens com os quais tenho uma relação estabelecida. Apenas um episódio mais longo da série, e eu me diverti horrores – como sói acontecer quando reencontramos velhos e agradáveis conhecidos. Além de diversão, o filme também me comoveu, mas não nas cenas de amor, e sim nas várias cenas de amizade explícita que pontuam a história. A rede de proteção estabelecida entre essas mulheres (que parecem todas nascidas de chocadeira, aqui entre nós, porque família de origem nunca aparece), a solidariedade, o apoio e, porque não dizer, o amor entre elas foi emocionante pra mim, que assisti ao filme só, mas sentindo que não estava sozinha.

Helê

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12 Respostas

  1. […] 18 Março, 2009 por dufas Gravem esse nome, gente. Ele protagonizou o comovente “Na natureza selvagem“, sob a direção de Sean Penn, e volta a fazer parceria com ele em “Milk” – um […]

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  2. […] Porque, no fundo, todas as grandes viagens são sempre “into”. (Sobre esse filme eu já falei aqui) […]

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  3. Comigo também rola isso: “de um bom título não escapo”. Embora nem sempre um baita título faça jus. Também pego filmes com títulos muito estranhos, aliás, adoro uma coisa assim ‘O homem que virou suco’… hehe!
    beijo.

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  4. Oi, Vera, querida!!! Quanto tempo, hein? Como estão as coisas por aí? (Meninas, sorry pela utilização do espaço, mas é que a Vera é especial, né? Ela pode! hehe).
    Beijos.

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  5. uaaaauuu! SATC (e as fridas, lógico) me fez (fizeram) rever a grazi!) oi, grazi!

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  6. Helê, assisti ao filme ontem. Eu nem sou uma fã ardorosa da série. Vi alguns episódios pinçados aqui e ali, mas, confesso que amei o filme! E, realmente, muito mais do que as histórias de amor, acho que o mais tocante de tudo é a amizade. Que, no fundo (nem tão fundo assim) é uma das mais lindas formas de amor, né?
    Não posso deixar de comentar: Ah, eu com um vizinho Dante daqueles!!! hahahaha
    Beijos!

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  7. Visito o blog faz um tempo desde quando ainda era no outro endereço, mas nunca comentei.
    O post sobre cinema realmente me deixou feliz, estou numa fase bem parecida com a sua, onde quero ver o filme em busca de contexto de digamos assim “algo mais”. Já anotei a dica Na natureza selvagem e quanto ao outro eu comecei a ver tive que parar e ainda não deu tempo de terminar. Estou louca para ver o reencontro das meninas de New York, mas moro no interior do interior e aqui ainda não chegou!
    Parabéns pelo blog, pela amizade, e pelos post’s que são sempre cheios de “algo mais”.
    Bjs

    Oi, Lívia, bem-vinda! Que comentário gostoso de ler, saber que o texto tirou vc do anonimato. Depois que vc vir os filmes, volta aqui pra comentar, diz o que achou. Obrigada você por nos acompanhar, volte sempre, mesmo, e manifeste-se, que esse retorno é o mais precioso pra gente. E eu fiquei curiosa, onde é o interior do interior?
    Beijo e aquele abraço,
    Helê

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  8. Então, o jabá funcionou: ó eu aqui.

    Ueba, viva el jabá, hahaha!
    Beijo, Ju!
    Helê

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  9. É emocionante mesmo e sou cada vez mais grata pela rede de amor e proteção das amigas.
    Faz toda a diferença na vida!

    Ô. Se faz! Obrigada por compor essa rede, Dê.
    Beijo,
    Helê

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  10. Helê, bacana isso! Tbém adorei a historia de amor das amigas. Isso realmente faz todo sentido.
    por isso que eu digo: AMO MUITO TUDO ISSO!
    Beijões!

    Ah, Nina, eu também! E eu adoro essa sua apropriação, ou melhor, o resgate emocional desse slogan raptado pela empresa-símbolo do capitalismo, hahahaha!
    Beijoca,
    Helê

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  11. hele, foi interessante comentar SATC com uma amiga que nunca, nem uma unica vez, viu o seriado. ela achou tudo uma idiotice, nao viu sentido nenhum naquilo. aí eu tentei ver o filme do ponto de vista dela e concordei: o filme só faz sentido (e faz todo sentido) como fecho (desta vez definitivo) do seriado. e aí ele é ótimo. eu adorei. beeeijos

    Pois é, Verusca, a expectativa é ver mais um episódio, uma versão extended talvez, mas não mais que isso, né?
    Beijoca!

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  12. Tb me emocionei nessas partes. Acho que o mais legal do filme não são as histórias de amor, a base mesmo é a amizade eterna delas…Até pq o final não foi nada bom.

    É, foi meio besta. Foi um episódio longo, e não foi dos melhores. Mas que foi divertido, foi!
    Abç,
    Helê

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