As fotas

Não agüenta mais ouvir a gente falar do aniversário de 4 anos, né? Então veja as fotas no Chatô das Fridas.

As Duas

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Cinema, a melhor diversão

Estou numa fase cinematográfica – no sentido menos glamouroso e mais literal do termo: tenho ido ao cinema com freqüência e visto muitos dvds. Talvez porque estou numa fase pouco literária – tenho uma pilha de livros e revistas começados e inacabados na mesa de cabeceira.
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No fim de semana, estranhamente, eu peguei dois dramas pra assistir – logo eu, que evito filme triste. Um foi altamente recomendado pela suprema Dedéia (alguém que sempre dá boas dicas, nas mais variadas áreas): “Na natureza selvagem” , dirigido pelo Sean Penn. Belíssimas imagens, história marcante, personagens envolventes, trilha sonora primorosa; vale a pena. O outro filme eu escolhi por dois motivos: pelo Benício Del Toro (suspiro duplo carpado) e pelo título, “As coisas que perdemos pelo caminho” (The things we’ve lost in fire). Eu já disse uma vez, de um bom título eu não escapo. Não li nada sobre, não sabia do que se tratava, mas o título ficou chamando por mim cada vez que eu ia à locadora, até que eu cedi. E não me arrependi. De fato é um filme triste, mas um bom filme – e no fundo só há dois gêneros de filmes, os bons e os ruins. Comparando com música, “As coisas…” é todo composto com notas graves, pra terminar num tom acima, apontando para o melhor – quase que o oposto do “Na natureza”. Também vale a pena, se você estiver disposta a lidar com perdas.
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Também vi “Indiana Jones”, mas confesso que fazendo um esforço enorme pra não dormir. Nem sei dizer se o filme era ruim, acho que a sessão das 9 não foi uma boa escolha depois de um dia inteiro de trabalho. Na verdade eu não esperava quase nada do filme, que era pra mim apenas um reencontro com meu herói da juventude. Não precisava ser genial, nem mesmo excelente, era apenas um encontro com Dr. Jones e seu charme – talvez eu buscasse o mesmo conforto que as crianças, que gostam de ouvir a mesma história muitas vezes. Vendo Indiana lembrei-me de “Duro de matar 4”, que me levou ao cinema com o mesmo espírito, reencontrar o velho e bom (?) John Maclane. E nos dois há um personagem a relembrá-los da passagem dos anos, como um alterego sacanaeando os caras por nós.
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Depois de um finde dramático, fui ver as meninas de “Sex and the city”, que ninguém é de ferro. Novamente, um reencontro sem expectativas com personagens com os quais tenho uma relação estabelecida. Apenas um episódio mais longo da série, e eu me diverti horrores – como sói acontecer quando reencontramos velhos e agradáveis conhecidos. Além de diversão, o filme também me comoveu, mas não nas cenas de amor, e sim nas várias cenas de amizade explícita que pontuam a história. A rede de proteção estabelecida entre essas mulheres (que parecem todas nascidas de chocadeira, aqui entre nós, porque família de origem nunca aparece), a solidariedade, o apoio e, porque não dizer, o amor entre elas foi emocionante pra mim, que assisti ao filme só, mas sentindo que não estava sozinha.

Helê

Sistema de pontuação para empregadas

Tempos atrás, numa roda de amigas-mães-que-trabalham-fora (engraçado persistir essa distinção ‘trabalhar fora’, não é?). Bom, como eu dizia: numa roda de mães trabalhadoras (ui, pior ainda!) alguém se descabelou pela empregada que faltou no primeiro dia da semana. Uma participante solidária e dramática sentenciou: empregada faltar na segunda-feira constitui crime hediondo.

Embora tenha morrido de rir, acho que ela exagerou um pouco. Mas a gente poderia instituir uma pontuação, feito na carteira de habilitação. E nesse caso, falta na segunda, sem avisar com antecedência, custaria 7 pontos na carteira, falta gravíssima!

Helê, obviamente numa 2ª desfalcada

Essa sou eu

Transitoriedade

Numa época em que as tatuagens podem ser removidas, certas juras de amor eterno não são feitas para se levar a sério.

O tempora, o mores.

-Monix-

Favoritas das Fridas

Cinqüentonas bonitonas

 Sela Ward – Helê

Madonna – Monix

Encontros imprevistos – I

Os cds aqui em casa são organizados por ordem alfabética de artistas, apenas. Eu não me arriscaria a fazer diferente, separando, por exemplo, por gênero. Difícil porque muitas vezes o DNA é tão misturado que não dá para dizer onde termina o baião e começa o bailão, ou quando a salsa encontra a valsa e sabe-se lá o que acontece. Escolhi a classificação que me parece a menos complicada, embora dúvidas sempre apareçam – Fagner fica em F ou em R, de Raimundo? É Fundo de Quintal ou Grupo Fundo de Quintal, como aparece em vários discos? 14 Bis fica em C, no Q ou antes de tudo, por ser número?

O bacana deste critério são os encontros forçados que essa arrumação proporciona, e o que eles poderiam gerar: parcerias, estranhamento, jam sessions ou até mesmo brigas por absoluta incompatibilidade de gênios. Ou gêneros. Acho, por exemplo, que Alanis Morissette e Adriana Calcanhoto se entendem muito bem lá na começo da prateleira. Mas o Sinatra e o já citado Fundo de Quintal fazem uma composição, no mínimo, inusitada. Até posso imaginar o Bira Presidente cantarolando Strangers in the night num arroubo apaixonado, mas o Sinatra em Ramos? Improvável… Mais ou menos como o encontro de Geraldo Pereira com George Michael. Já um papo da Ângela Rô Rô com a Ana Carolina poderia render bons frutos: talvez Rô Rô pudesse corrigir o rumo da breguice que a Carolina escolheu, e esta poderia retribuir dando visibilidade à talentosíssima porém um tanto esquecida Ângela.

Caetano ao lado da Cantoria é menos exótico do que parece, depois que li no ‘Sobre as letras’ que ele escreveu Beleza Pura inspirado nos versos de Elomar em Violero. Vejo Cartola instalado com conforto ao lado da ‘Casa de bamba’; já o Buarque não sei se tem muito assunto com o Science. Edith Piaf, Earth, Wind and Fire e Elba Ramalho só têm em comum mesmo a inicial – embora eu possa imaginar Elba ouvindo e curtindo os dois primeiros. Cazuza certamente não reclama de ter Cat Stevens como vizinho, sorridente e lindo como ele era 30 anos atrás. O Barão Vermelho eu tenho certeza que se pudesse, dava em sumiço no Barry White, mas só pra ficar mais perto dos Beatles. Mas a vizinhança com os meninos talvez seja o centímetro quadrado mais valorizado e disputado de toda coleção.

Os Joões parecem se dar bem – Gilberto, Bosco e Nogueira – e quando precisam de animação convidam os Jorges, o Aragão e o Benjor para animar a festa (Seu Jorge eu deixei no S, embora tenha dúvidas). Outra convivência pacífica e harmoniosa que teria sido inclusive frutífera, rendendo pareceria, é Legião Urbana e Lenine. O mesmo não se pode dizer de Lulu Santos e Luiz Gonzaga, que parecem se medir mutuamente, desconfiadíssimos. Como misturar água de côco e rapadura?

Bem, interrompo por aqui essa viagem; se vocês gostarem do post eu tento terminar a coleção falando do pessoal do ême ao zê. As fotos são de parte da coleção, um pedacinho importante da minha casa e vida.

Helê

Publicado originalmente em preto e branco no blogger, em 05/09/06. Edição revista e requentada.

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