Das coisas legais de ter um blogue

* Fazer conexões entre amigos daqui e de acolá, como nas festas de aniversário em que se juntam diferentes turmas num só lugar, tendo você como o denominador comum. Assim: já aconteceu de falar pra Ana Paula :”Um leitor nosso, de São Paulo, o Giba…” E ela, reconhecendo: “Sei, o Giba, claro”. Ou falar pra Renata: “O meu amigo Chris, de Brasília”, e ela: “Sei, o flamenguista.”

* Quando lembram do que vc escreveu, mesmo muito tempo depois: na última viagem pra São Paulo, encontrei com o Zé, meu querido, Zé, no day after de uma bebedeira em família. Ou seja, naquela ressaca de dar dó no cerumano. Quando sentamos no restaurante, e eu escolhi o refrigerante, o Zé desencavou o mantra da ressaca: “coca cola light lemon coca cola light lemon coca cola light lemon”.

Helê

Velhos hábitos custam a morrer

Está pronto o decreto presidencial que vai estabelecer um cronograma para a adoção das novas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. (…) O ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que o decreto será assinado até outubro. O texto estebelece que as novas regras serão obrigatórias, em caráter definitivo, a partir de 1.º de janeiro de 2013. Até lá, haverá um período de transição, de 2009 a 2012.

Do blog Educação à Brasileira, do Globo Online.

Sobre o assunto, tenho a dizer o que já disse antes:

Eu gosto de me considerar uma pessoa que se adapta facilmente a mudanças. Ou, melhor ainda: uma pessoa que gosta de mudanças. Não sei se tem a ver com meu ascendente Aquário, com uma certa mania de estar sempre perto do que é novo. O fato é que gosto de pensar que fujo, sempre que consigo, do comodismo, da zona de conforto, rumando em direção ao que vai ser diferente. Claro que na prática a teoria é outra, mas estou falando de como venho construindo minha auto-imagem ao longo dos anos.
Só que agora, com a proximidade da adoção do acordo ortográfico dos países lusófonos, estou me sentindo, talvez pela primeira vez na vida, uma pessoa antiga. Nem é antiquada: é antiga, mesmo. Minha avó, uma mulher esclarecida, diria até antenada, até hoje escreve “êle”, com esse acento circunflexo esquisito. Nunca entendi esse apego a um sinal que já era obsoleto quando eu nasci. Agora percebo que provavelmente essa mudança foi feita quando minha avó tinha, sei lá, entre 40 e 50 anos, ou seja, já escrevia desse jeito há tempo demais.
Eu posso até me acostumar com a eliminação dos acentos nos ditongos crescentes (ou descrescentes?), e é óbvio que nunca vou decorar as regras para uso do hífen (mas isso eu nunca soube mesmo). Mas sinto que jamais me conformarei com a eliminação total do trema. Pô, gente, o trema tem uma função fonética super importante! Eu não como linguiça, e sim lingüiça! Não pago cinquenta, e sim cinqüenta! (Que, aliás, às vezes minha avó se distrai e escreve como “cincoenta”.) Já me vejo uma velhinha gagá, reclamando da “juventude de hoje em dia”, lembrando como era bom no meu tempo de outrora, e escrevendo muitas palavras estranhas com uns pinguinhos em cima do U, que meus netos nunca saberão para que servem.
Lamentável ter que me confrontar com a inexorável marcha do tempo, assim, tão cedo.

Publicado originalmente em 10 se setembro de 2007

-Monix-

Onde encontrar Heleninha no fim do mês

Lá mesmo: na Pindaíba.

Helê

Rabugenta

Não agüento mais ouvir sobre:

– 50 anos da bossa nova;

– 40 anos de 1968 (dããã.)

– 50 anos da Madonna

– China (qualquer coisa).

Helê

Meu próximo filme

Sócia, genial o post dos filmes aterradores para mulheres  – tanto que ganhamos até nota dez, viu só?

Vou aproveitar a carona do tema para avisar pra geral o que já te contei em particular: depois de uma demorada e dedicada arrumação no meu guarda-roupas, o próximo filme que pretendo protagonizar é:

 “VOLTAR A CABER“.

Inscrições abertas para os testes de elenco. ;-)

Helê

Out of the vault

Você gosta de Seinfeld?

A Marina W. bolou esse genial blogue coletivo, onde todos os comentários viram post. A graça é fazer junto com ela. Vá lá e junte-se ao projeto.

-Monix-

(Vera, é a sua cara, vai lá ver.)

Filmes de terror para mulheres

A Hora da Célula Morta
(esfoliação)

Pânico
(depilação com cera quente)

O Massacre da Depilação Elétrica
(Satinelle)

O Iluminado
(Reflexo, luzes, balaiagem)

Invasores de Corpos
(espéculo, ultrassonografia transvaginal)

Resident Evil
(Tensão Pré Menstrual)

Update da Cynthia:
Alien, o Oitavo Passageiro
(gravidez e parto)

Update da Vera:
Edward Mãos de Alicate
(aquela manicure novata…)

Dr. Frankenstein
(e seus exageros com agulhas de botox, metacril e ácido hialurônico)

Quem tem medo de Freddy Krueger depois de uma lista dessas?

-Monix-

Para ver a Mona Lisa

Poucos se dão conta de que a única maneira de provar que se esteve tête-à-tête com a Mona Lisa é justamente registrar o milharal de cabeções entre a sua câmera e a tela.

A conclusão do Ricardo Freire, o viajante mais interessante do Brasil, é perfeita. Foi a mesma sensação que tive, quase dez anos atrás, e olha que nem havia essa profusão de câmeras digitais na época.

-Monix-

Troféu Paciência

No metrô a mãe acompanhada por duas filhas pré-adolescentes e um marido ligeiramente inoperante recebia quatro ou cinco solicitações por minuto (não é figura de linguagem, eu contei).

…mãe, a gente vai descer onde?… mãe, quantos quarteirões até lá?… mãe, a gente vai andando??? (não filha, vamos voando!)… mas eu quero ir em casa trocar de roupa porque a minha tá manchada…

o máximo que ela conseguia fazer, numa tentativa esforçada de manter a tranqüilidade, era responder em voz baixa e distribuir coordenadas: “Fulano, você vai com ela em casa e eu levo a outra na frente…” O Fulano ainda reclamou, e ela com toda a calma do mundo respondeu que não teve tempo de tomar as providências que poderiam ter sido tomadas porque teve um dia cheio.

Na saída, eu tive que me conter para não ir cumprimentar a colega.* Merecia um prêmio pelo fair-play.

-Monix-

* Toda mãe é meio colega das outras mães, vocês não acham?

O segredo do sucesso

Uma amiga perguntou, para um grupo de outras amigas, “qual o segredo do sucesso de um casamento?”
Depende, né. Do que você considera sucesso, é claro.
Eu acho que um casamento (ou qualquer relacionamento) é bem sucedido enquanto funciona para os dois. Quando a gente se relaciona com alguém por muito tempo, sendo casados ou não, acaba assumindo “papéis”.

(Por exemplo: a mulher que faz tudo, que ocupa todos os espaços, que resolve todos os pepinos + o marido acomodado, que quer tudo a tempo e a hora, que não se coça e ainda reclama. OU: a dondoca que só quer saber de compras, que não lava um copo porque a empregada tá aí pra isso, que passa o dia no salão e no xópim + o marido provedor, durão, que adora ter uma mulher linda e fútil para exibir por aí. São estereótipos, é claro, mas o fato é que a gente vai assumindo um papel, com o tempo, seja ele qual for.)

Quanto mais o tempo passa, mais arraigados vão ficando esses “padrões” do relacionamento, e mais difícil é romper com eles.

Para mim, o “segredo do sucesso” (se é que existe isso) é a gente perceber que não quer mais ficar presa naquele estereótipo – que, não se engane, a gente mesma ajudou a criar e colaborou imensamente para reforçar – e tentar sair dele de uma maneira “negociada”, dentro do possível. Aí é que entra a verdadeira dureza da vida a dois, porque negociar mudanças, ainda mais quanto a relação está muito consolidada, não é nada fácil. Mas às vezes dá certo. É claro que, no processo, haverá perdas e danos, porque, como diz o ditado, não dá pra fazer a omelete sem quebrar os ovos. Mas muitos casais que eu conheço passaram por processos como esse e se reinventaram. É um trabalho constante, mas, mesmo assim, possível.

Em outros casos, a mudança transforma aquele par num não-par. Como se costuma dizer: cada um mudou para um lado, e aí só resta o desencontro. Nesse caso, a saída mais honrosa, na minha opinião, é se dar conta disso e perceber que foi bom enquanto durou.

Às vezes ficamos tomados pelo momento e não enxergamos que a mudança irá provocar resultados lá na frente, e que, bons ou ruins, vamos conseguir lidar com eles e transformar o que quer que aconteça em parte da nossa história.

Monix, em momento Não Dois, Não Um

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