Moda para quem precisa

A moda é sim, mas não é apenas, uma forma de feiúra tão intolerável que é preciso mudá-la a cada seis meses, como dizia Oscar Wilde. Ela é mais que isso : é um acordo tácito mundial para suspensão de julgamento – com data para começar e (felizmente, na maioria dos casos) para terminar.

A Cynthia definiu de forma genial o que é a moda e por que ela me interessa muito pouco (embora com a idade eu a esteja valorizando mais, em vez de menos).

-Monix-

Aviso aos viajantes – navegantes ou não

A todas as leitoras e leitores desse modesto bloguim que vivem além mar ou trás-os-montes, que saibam minimamente quem sou eu e quem é La Outra (quem é a preta e quem é a branca, por exemplo) e que gostariam de privar da nossa intimidade (ui!) – ainda que em público: por favor, façam contato quando vierem ao Rio. Deixem um comentário, mandem e-mail para o duasfridas@gmail.com, rufem os tambores, instruam o pombo correio – que, aliás, nunca faz greve. Porque eu fico passada na farinha de trigo integral (sim, tô de dieta) quando eu fico sabendo que a Meg e seu consorte (neste caso, com muita sorte) estiveram aqui, ali na Lapa, na sexta-feira, onde eu também estive, e a gente não tomou nem uma dose de pinga, nem uma bohemia gelada. Só perdôo porque ela me (nos) colocou em tão seleta companhia – Vinícius de Moraes, Alex Castro, Machado de Assis, Anna V. – que realmente seria uma ingratidão brigar com a moça. Mas fica a inevitável frustração de uma oportunidade perdida – tão perto, tão longe… (como aconteceu com certa leitora do Espírito Santo durante o Pan – é, você mesma, eu não esqueci, querida).

Sei que às vezes é tudo muito corrido, há quem venha a trabalho, como foi o caso da Meg, e quem venha e volte no mesmo dia, feito a Grazi. Tem os que têm família grande e muitos compromissos, os que se hospedam distante – sem contar com as nossas próprias enrolações, que abundam, é verdade. Mas, como dizem os franceses, vaiquedá? Vai que o trabalho é perto do meu, vai que a tua tia mora perto da minha, vai que eu vou à Lapa naquela noite? !

Não creio que a Meg tenha se sentido tímida – pelo post parece que ela queria mesmo era a cidade toda pra ela e para o Boêmio… Mas esse é um fator a considerar. Sim, é estranho encontrar pessoalmente quem a gente só assim conhece de letras, mas pode deixar de ser e virar algo divertido, prazeroso, interessante, surpreendente. A gente também vai meio sem jeito, pensando se a pessoa vai gostar da gente e vice-versa, se vai ter assunto, se a gente não é maluca de conhecer “gente da internet”, como dizem os incréus. Mas, olha, nosso balanço é que decididamente vale a pena – ou esse blogue e essa amizade não existiriam. All we are saying is give Fridas a chance (ai que ele agora se revirou no túmulo, o John!)

Helê

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