Para ver a Mona Lisa

Poucos se dão conta de que a única maneira de provar que se esteve tête-à-tête com a Mona Lisa é justamente registrar o milharal de cabeções entre a sua câmera e a tela.

A conclusão do Ricardo Freire, o viajante mais interessante do Brasil, é perfeita. Foi a mesma sensação que tive, quase dez anos atrás, e olha que nem havia essa profusão de câmeras digitais na época.

-Monix-

Troféu Paciência

No metrô a mãe acompanhada por duas filhas pré-adolescentes e um marido ligeiramente inoperante recebia quatro ou cinco solicitações por minuto (não é figura de linguagem, eu contei).

…mãe, a gente vai descer onde?… mãe, quantos quarteirões até lá?… mãe, a gente vai andando??? (não filha, vamos voando!)… mas eu quero ir em casa trocar de roupa porque a minha tá manchada…

o máximo que ela conseguia fazer, numa tentativa esforçada de manter a tranqüilidade, era responder em voz baixa e distribuir coordenadas: “Fulano, você vai com ela em casa e eu levo a outra na frente…” O Fulano ainda reclamou, e ela com toda a calma do mundo respondeu que não teve tempo de tomar as providências que poderiam ter sido tomadas porque teve um dia cheio.

Na saída, eu tive que me conter para não ir cumprimentar a colega.* Merecia um prêmio pelo fair-play.

-Monix-

* Toda mãe é meio colega das outras mães, vocês não acham?
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