Duas para a sexta

Chegou a sempre ansiada e bem-vinda sexta-feira, a ser celebrada em dois tempos:

– uma canção que saiu empoeirada no baú da mpb setentista – digamos que seja vintage, pra ser muderno. Chama-se “Cuide-se bem“, do Guilherme Arantes, um alerta sempre válido, mesmo que pareça careta ou brega.

– a outra música tem o estilo debochado e divertido que poderia conseguir algo cantado por Jards Macalé, de autoria de Itamar Assumpção e Carlos Careqa (também nos vocais). Pai postiço é um choro delicioso sobre a mulher que engravida de um inútil que  só ouve Pink Floyd e… melhor ouvir. (Valeu a dica, rirmã!)

Bom finde!

Helê

Caminho do meio

Eu disse outro dia para uma amiga, na sincera intenção de ajudar:

– Parafraseando a Adélia Prado, “mulher é desdobrável. Você é” (mas eu admito que dá um cansaaaaaço desdobrar tanto…).

E ela me respondeu, com igual sinceridade:

– Desdobrar? Eu me sinto um origami…

Porque, como tentam ensinar há milênios alguns orientais, tudo que salva, mata, e vice-versa, dependendo da proporção. E nas relações todas, convém o equilíbrio entre o excessivo flexível e o rígido absoluto. A mulherada tende ao origami, e não acha a forma original, depois de tanta dobra.

Helê

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