Banana de pijamas

Responda rápido: qual é a incorreção na frase “A macaca Chita se aposentou, vive em Palm Springs e vende pinturas abstratas em benefício de uma fundação de defesa dos animais“?

Errou.

A única coisa errada nesta frase é que a Chita na verdade é um macaco, cujo nome verdadeiro é Jiggs. Todo o resto é verdade. Com mais de 70 anos de idade, ele é um exemplo de longevidade entre os primatas. Após encerrar sua carreira cinematográfica, passou a viver num abrigo para animais na Califórnia e aprendeu a pintar. Seus quadros são carinhosamente apelidados de Ape-stract Art (pois é) e podem até ser comprados pela internet, sob encomenda. Os lucros são revertidos para a C.H.E.E.T.A. (Creative Habitats and Enrichment for Endangered & Threatened Apes).

Eu gosto de arte contemporânea e (confesso que) não ligo muito para bichos em geral, portanto tinha tudo para achar tudo isso uma grande piada de mau gosto. Mas a verdade é que tenho que dar a mão à palmatória: taí uma celebridade que a gente precisa respeitar.

-Monix-

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Filmes de estrada

Só depois de ver ‘Na natureza selvagem’ eu me dei conta do quanto gosto deste tipo de filme, que envolve viagem, estrada, mapas e rotas. As metáforas são um tanto óbvias, mas nem por isso menos sedutoras. E por uma dessas misteriosas conjunções que alguns chamam coincidência, “deparei-me” com um livro maravihoso dia deses, chamado “O conto da ilha desconhecida”, do José Saramago, que recolocou o tema “viagem” na pauta da minha cabeça. Mas sobre o livro e as viagens falo noutro momento; vamos à breve seleção que fiz dos meus road movies favoritos e algumas lacunas:

Telma e Louise

Pra mim,  o filme, em muitos aspectos. Sobretudo no tocante à questão de gênero. Fez cair fichas, acionou inúmeras sinapses no meu cérebro. Vez em quando eu preciso rever, pra prender uns post-its existenciais que desgrudam com o passar do tempo. De quebra ainda tem a bunda do Brad Pitt…

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Somente elas (Boys on the side)

Outro grande filme na categoria “filmes mulherzonas” – que eu acabei de inventar, em contraponto ao que se convencionou chamar de “filme mulherzinha”. O elenco todo muito afiado e afinado, mas a Whoopi merece menção especial.

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Na natureza selvagem (Into Wild) 

Porque, no fundo, todas as grandes viagens são sempre “into”. (Sobre esse filme eu já falei aqui)

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Pequena Miss Sunshine

Sobre ele eu falei no endereço antigo. Comovente. Além disso, pra mim, tem um efeito acolhedor, eu me sinto parte daquela família na cena mais preciosa do filme. E falando em matáforas, o que é família, senão uma kombi velha que só pega no tranco, que vc tem que correr pra embarcar mas nunca sai sem você?

Deus é brasileiro

Wagner Moura ainda não havia me seduzido com aquele charme macho do comercial da Marisa, mas já havia me colocado no bolso com toda a sua morotice macunaímica. E mesmo o Fagundes fez um Deus convincente, sem ser ele mesmo, de novo. Um road movie brasileiro, o que é increditavelmente raro, num país tão generoso em locações (sim, é caro, ou deve ser, mas é também um desperdicio não fazer mais, né não?).

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Quase famosos

Um daqueles que eu vi depois de todo mundo, então fiquei com vergonha da minha paixão atrasada. Mas um filme em que uma irmã deixa para o irmão mais novo uma mala de LPs com o bilhete “Isto vai te libertar” tem que estar em qualquer lista minha!

Priscila Rainha do Deserto

Um clássico da viadagem – esse estado de espírito exuberante, melancólico e generoso que nos habita. E espero que sempre em mim abunde –  porque eu não esqueço que a primeira tradução para gay é alegre.

 

Falhas imperdoáveis na minha filmografia: Diários de motocicleta e Easy rider (esse eu li o livro, no periódo Jurássico). Aceito outras sugestões. E discordâncias, comentários…

Frida Helê

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