100 coisas para comer antes de morrer

A Helê deve estar fazendo curso de torturadora, não sei bem, o fato é que ela me mandou essa listinha do demo com uma relação de 100 coisas para se comer antes de morrer. Eu até pensei em fazer uma versão brazuca, e talvez ainda faça, mas por enquanto a brincadeira que me animou mais foi fazer um checklist básico das coisas que já experimentei da lista e minhas impressões sobre cada uma delas. Para quem realmente curte comida, vale a pena ir na lista original e acompanhar os links, ver as fotos e ler as descrições de pratos e bebidas desconhecidas ou nunca dantes navegadas.

Steak tartare
Pois é. Comecei com o peixe cru do sushi, passei para o carpaccio, o quibe cru e terminei no steak tartare. Não é minha comida favorita, mas é bem interessante.

Fondue de queijo
Eu amo queijo, de todos os tipos, principalmente os bem fedorentos. Tem quem ache fondue de queijo enjoativo. Para mim é a própria visão do paraíso. Devo ter lido Asterix entre os Helvéticos muitas vezes na adolescência, só pode ser isso.

Borscht
Tomei a versão fria da sopa, uma vez. Não sou muito fá de beterraba, então não guardo lembranças muito ternas da iguaria.

Baba ghanoush
Já de berinjela eu sou mais que fã, nem sei, é o tipo da coisa que eu como várias vezes por semana. Aprendi a trocar a pastinha de homus dos restaurantes árabes por essa versão, muito menos calórica e também muito saborosa. A do Amir, em Copacabana, é particularmente deliciosa, ainda mais acompanhada do pão árabe quentinho e estufado, saindo do forno.

Sanduíche de pasta de amendoim com geléia
Essa eu fico devendo à vovó, que foi quem me apresentou a essa tentação. Nunca tinha dado a menor bola e pensava inclusive que era mais uma daquelas comidas sem graça de americano. Talvez fosse melhor ter ficado na ignorância, porque o troço é uma bomba calórica, mas agora é tarde demais.

Cachorro quente da carrocinha
A idéia aqui é experimentar os cachorros quentes de carrocinha americanos, é claro, porque no calor de 40º do Largo Carioca é difícil ter coragem de comer salsichas. Já provei os de Nova York (combinam bem com o clima geral da cidade, o pão é macio, mas não passa disso) e os de Washington (uma porcaria com pão esfarelento, não recomendo).

Sorvete de pistache
Ai. Sem comentários.

Foie gras
Tá, eu sei, essa é uma comida muito politicamente incorreta. Mas eu gosto. Pronto, falei. (Já provei daquele genérico do supermercado e do legítimo também. Os dois são bons, cada um com seu charme próprio.)

Feijão com arroz
Claro, né? Mas devo dizer que apesar de ser carioca (ou talvez por isso mesmo) não curto muito feijão preto, prefiro os de outras cores. E também prefiro arroz integral, o branco não tem quase sabor, não me agrada muito. Ah, e feijão com arroz brasileiro é uma coisa; oooutra, muito diferente, é o tal de moros y cristianos de Cuba, que na minha opinião é uma maçaroca mal temperada que ninguém merece.

Doce de leite
Sempre, sempre. Bem cremosinho. E o Júlio César que me desculpe, mas nesse quesito os argentinos são imbatíveis.

Baklava
Gostaria de provar um que fosse realmente bem feito. Os que provei costumam ser meio bate-entope. Gostosinhos, mas com a consistência de um bloco de cimento.

Chucrute
Provei só uma vez. Achei que ia detestar, mas não podia recusar porque seria falta de educação – estava hospedada na casa de parentes de um amigo, em Blumenau. Para minha surpresa, até que é gostoso. Não incluiria numa lista de melhores comidas do mundo, mas vá lá.

Umeboshi
É uma ameixa salgada, e que eu saiba é muito boa para regular as funções digestivas. Eu só comeria como remédio mesmo, não tem nada a ver com minha idéia de petisco.

Refeição Big Mac
Bom, claro que eu já comi, mas por mim é uma comida que poderia ser eliminada da face da terra; não faria a menor falta.

Churros
Olha, sinceramente, eu acho que devia ser proibido falar em churros, devia ser proibido vender churros, devia ser proibido existir churros no planeta das pessoas que precisam fazer dieta e não conseguem por causa dessas malditas carrocinhas tentadoras do capeta.

Gazpacho
Uma sopinha fria, leve, saborosa e que não mata a fome nem por 10 segundos, mas refresca e dá alegria ao estômago da gente.

Caviar e blini
É claro que eu adoro caviar, né? Vocês esperavam outra coisa?

Goulash
Eu tive um namorado cuja avó era alemã e fazia goulash como a gente faz estrogonofe, sempre que queria uma comidinha diferente. (Ela também tinha a maior variedade de receitas de torta de maçã já vista, mas isso é outra história.) O que aprendi a comer vinha acompanhado de batatas cozidas que a gente amassava com o garfo antes e cobria com o goulash quentinho. De comer rezando.

Flores
Minha única experiência nesse sentido foi num restaurante indiano chique que tem ali no Leblon. Uma das sobremesas era feita com pétalas de rosa e folha de prata. Claro que eu tinha que provar um troço desses.

Polenta
Tem a mais molinha e a frita, né? Não é minha comida favorita, mas se for pra escolher, prefiro a mole, recheada com carne moída.

A lista original tem umas coisas meio doidas, tipo crocodilo, insetos inteiros e cobra. Tô fora. Em compensação não inclui algumas coisas deliciosas, como sushi de salmon skin, roast tuna, brownie, petit gâteau, guacamole, farofa de alho, ovos moles, mojito e bolinho de bacalhau, isso só das que eu lembro de cabeça. É, talvez eu deva fazer a minha própria lista. Aguardem. Ou não.

-Monix-

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