Tempo tempo tempo

Como diz Caetano Veloso na belíssima Oração ao Tempo, “és um dos deuses mais lindos”… O tempo é implacável, e, feliz ou infelizmente, só anda para a frente.

É por isso que mais uma vez, aproxima-se o aniversário da minha sócia Helê, que a cada ano que passa fica mais valiosa, como também acontece com os bons vinhos. Ela merece todas as comemorações de costume, mas isso fica para o sábado, dia 27, que é o dia de celebrar sua chegada a este mundo. Enquanto isso, nós, privilegiados mortais que temos a honra de compartilhar com ela os mesmos tempo e lugar, podemos ir espiando a lista de desejos e escolhendo com que presente iremos homenageá-la. Escolham os seus – eu já escolhi o meu.

-Monix-

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RSS, feeds, agregadores ou que m*rda é essa

Quando mudamos do blogger pra cá pro uordipress nós dissemos que uma das razões era que aqui teríamos RSS. Na época, sem dominar o assunto a ponto de poder explicá-lo, nos limitamos a avisar que era importante pra quem sabia o que era e não mudava a vida dos que desconheciam – o que continua sendo verdade.

Eu demorei a entender esse trem, como dizem os mineiros. Mas como tive que explicar isso no trabalho tive que ir além: entender e explicar pros outros. Então vou tentar fazer o mesmo aqui, pedindo desde já que me corrijam no que eu errar.

Bom, vamolá: bem objetivamente, quando um blogue ou site tem RSS ele pode ser lido por um leitor (ou agregador) de RSS. E o que é isso, Céus? Um programa ou uma página que reúne seus sites preferidos e indica quando houve atualizações. Ao invés de ficar pulando de site em site, você vai lá no seu agregador e lê todos num lugar só.

Um site “por dentro” é uma sopa de letrinhas. Tudo o que vc está vendo aqui, lá nos bastidores é um amontoados de letra e códigos, e antes os programas e sites não conseguiam identificar o que era a forma e o conteúdo. Aqui no Duas Fridas, por exemplo, não dava pra saber o que é o nome e as Fridinhas, que estão sempre lá em cima, e o que é este post, que entrou no ar hoje. O RSS é um formato que permite saber na que houve alteração no conteúdo, ou seja, novos posts, no caso dos blogues.

Além do RSS há outros formatos como o Atom, e todos eles têm o nome genérico de feed. Por isso os programas são chamados leitores ou agragadores de feed. O que eu uso é o Google Reader. Então eu adiciono um site que visito sempre e quando entro lá aparece um em negrito aqueles em que há novidade (podem aparecer todos também, isso a gente configura). A lista de blogues/sites aparece de um lado da tela; quando escolho um aparece a atualização do outro lado.

Pra quem navega bastante pela internet os leitores de feed ajudam muito. Pra quem tem blogue acho uma necessidade, porque a tendência é que as pessoas usem cada vez mais, é um atalho nesse mar de informação.

Bom gente, e isso que eu sei, espero ter conseguido dar uma luz.

Helê

Piadinha para seriemaníacos

Num grupo de amigas, convencionou-se chamar de ‘Pluft’ aquelas histórias de amor antigas, que sempre voltam ou assombram, feito fantasminhas. Daí que me ococrreu uma nova denominação:

– Por que ao invés de chamar aqueles casos antigos, meio mal resolvidos, de ‘Pluft’, a gente não chama de ‘Cold Case‘?

–  É um bom nome. Aqueles que não ligam mais podemos chamar de “Without a trace“. Além de “Arquivo X” e até mesmo de “Lost“, que tal?

Helê

As espetaculares fotos de Nick Brandt

Descobri essas fotos nem sei exatamente como, mas acho que foi com o Stumble Upon, um site em que você “tropeça” ( é uma tradução possível)  em sites, vídeos ou fotos a partir de um cadastramento prévio de interesses e da sua própria navegação diária. Na verdade ainda estou me familiarizando com o troço, e suspeito que vai me dispersar ainda mais (se é que isso é possível), ao invés de orientar. Mas se eu me arretar amanhã e desinstalar tudo do computador, terá valido a pena pela descoberta dessas fotos, que pra mim são de tirar o fôlego.

 

 

 

 

 

Ele publicou um livro chamado On this Earth, que eu não ficaria nem um pouco chateada de ganhar, hahahahaha!

Helê

A primeira corrida a gente não esquece

Domingo passado  vivi essa experiência fantástica que é correr pela primeira vez uma corrida oficial, com direito a número na camisa, chip no tênis, linha de chegada e tudo o mais. E olha, é realmente emocionante, tudo: o frisson antes da prova, a diversidade de atletas, a incerteza da sua própria capacidade, o tesão da conquista.  Que no meu caso  era correr durante toda a prova, sem caminhar. Só isso, para o meu corpinho balzaca original de fábrica, iniciante e vários quilos acima do ideal, já seria o máximo. E foi.  Quando vi a placa indicando que faltavam 300m, e pude avistar o portal de chegada, eu percebi que ia conseguir. Aí me emocionei, deu um bolo enorme na garganta e eu quase não consigo respirar! Tive que ser meu próprio Bernardinho : “Não chora, criatura, não agora, concentra!”. Deu certo e eu cruzei a linha de chegada esbaforida, mas felicíssima comigo mesma e com meu feito.

Nunca achei que poderia correr, sempre tive pouca capacidade respiratória (fumei por 15 anos). Mas caminhava desde sempre, desde que descobri que era uma atividade física mas também um tempo pra estar comigo mesma. Então comecei a correr, primeiro distâncias curtas – até ali aquela árvore, agora até aquele carro – sem nenhuma orientação, e em pouco tempo eu corria durante 30, 40 minutos, na rua (Maracanã included). Mas aí veio a gravidez, a tireóide escangalhou e o mofo deu na farinha. Agora, setecentos anos depois, eu consigo algo que pensava não estar mais ao meu alcance, e essa é uma conquista inestimável. Além de ser uma experiência absolutamente nova, algo que eu nunca fiz antes na vida – e não é à toda que a tal propaganda virou um ícone, porque acertou na veia: a primeira vez tem um sabor único e especial (que a gente prova cada vez menos com o passar do tempo).

Pois essa foi a minha estréia no circuito das corridas de rua – por uma dessas ‘coincidências’, um circuito para mulheres que leva o nome do planeta que rege Libra, meu signo, no mês do meu aniversário, algumas semanas antes de trocar de pele e celebrar. Excelente maneira de se despedir da velha idade e saudar a versão 3.9 que se aproxima.

http://o2porminuto.uol.com.br/

Créditos: Louise Chin e Ignacio Aronovich

Evento CIRCUITO VÊNUS – RJ – 2ª ETAPA
Tempo Final 00:35:52.90
Modalidade 5K
Classificação Total 851
Classificação por Categoria 154
Pace Médio 00:07:11
Vel Media Total 8,36

Helê

PS: Sem falar no cenário, viu? Que correr no Aterro do Flamengo, tendo a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e o Cristo ao fundo,  é um looosho!

PS2: No site da New Balance tem uma animação sobre corrida que é sensacional, “Amor e ódio”. Sabe aquelas introduções de site que a gente sempre pula? Se vc se interessa por corrida, veja. E este link nem é patrocinado (quem me dera!)

Cleptopost – sobre cinema brasileiro

Ana Paula (sobre o cinema brasileiro):

Eu não entendo nada disso, então vcs relevem e me iluminem se eu estiver dizendo asneiras muito grandes. Sei das dificuldades de distribuição, de captação de recursos, de concorrência predadora com os filmes estrangeiros, tudo isso. Mas acho que tem alguma coisa aí que tá faltando.

Os filmes comerciais, esses caretinhas, com início, meio e fim, porém com histórias boas e bem contadas, de boa qualidade técnica, sejam divertidos ou lacrimosos, e vocação pra blockbuster, são poucos, muito poucos. De recentes, eu incluo aí Tropa de Elite, Meu nome não é Johnny e O ano em que meus pais saíram de férias. Todos com bilheteria expressiva. Porém, de maneira geral, os filmes de apelo mais comercial são ruins, a história é fraca, os personagens são caricatos. O público mais intelectualizado que gosta de cinema nacional torce o nariz e o povão, que já não vai mesmo por conta própria, sente o cheiro do engodo, e prefere gastar os caraminguás vendo Van Damme, ou o último besteirol americano.

Já os filmes bons, que atendem a esses quesitos de apuro técnico e bons personagens, são excessivamente herméticos, alternativos, são filmes “cabeça”, filmes de arte, que não atingem o grande público. E aí nunca têm bilheteria. E toma do povo reclamar.

Eu acredito, e tenho visto, que o cinema brasileiro é bom, tem ótimos profissionais, e desenvolveu uma maneira própria de narrar suas histórias. Uma maneira diferente da maneira americana, graças a Deus, mas também isso o grande público estranha, adestrado que está pelos filmes porrada ou de efeitos especiais vertiginosos. Não acho que essas ousadias, esses filmes mais herméticos, com enredos ou narrativas menos usuais devam terminar, de jeito nenhum! Mas acho que o leque devia se ampliar, e sobretudo acho que os bons diretores e orçamentos mais generosos deviam se dedicar também ao cinema pipoca, àquelas coisas que não são nenhuma grande obra, não vão ganhar prêmio em Cannes nem em Berlim, mas vão atrair muita gente ao cinema, faturar mais. São esses filmes que sustentam a indústria e financiam vôos mais
alternativos.

Tem tanta coisa no Brasil pra ser retratada. A gente têm batido demais na tecla da realidade, da vida como ela é. Nossa filmografia retrata com abundância e realismo a violência urbana, o imaginário da favela, do futebol. Ou então reforça estereótipos regionais, sobretudo do nordestino. Eu sinto falta de poesia, de romances fortes (sem o pano de fundo mal resolvido da diferença social), sinto falta de ver na tela não só o que nós somos, mas quem poderíamos ser, quem desejamos ser, quem temos potencial para ser. O
cinema não é só espelho, ele pode ajudar a moldar a identidade de um povo também. Sinto falta de sair de uma sala de cinema, após ver um filme brasileiro, me sentindo leve, emocionada. Será que é fuga demais?

Fal:
não, meu bem, cinema foi inventado pra isso e dura 100 anos por isso: pq é uma fuga maravilhosa. e a gente precisa de fuga, não a gente eu e vc. a gente, o homem das cavernas, a socióloga mais cabeuça do universo, o tio que cata papelão e o dono do banco. precisar de fuga é inerente ao ser humano. ou, como dizia o alexandre “me consola pensar que as fantasias sexuais da mulher do George Clooney são comigo”, hahahah.

Ana Paula, de novo:

E eu vou confessar a vcs que eu nem sequer me vejo retratada na tela tantas vezes. Assim, enquanto classe média média, sabe como? Com meus sonhos de viajar nas férias, minhas mensalidades de escola, meus perrengues de trabalho. Acho que o grupo social com o qual eu me identifico só é retratado no cinema como vítima de violência, ou como malandro corrupto (numa mensagem subliminar de que eu deveria me sentir culpada da desordem social e urbana, como se meu bem-estar e eventual prosperidade fossem sempre e necessariamente fruto de uma expoliação da felicidade alheia), ou como caricatura de futilidades. Raramente eu vejo nas telas brasileiras personagens que eu posso apontar e dizer “essa podia ser eu”. E eu sinto falta disso.

(Monix, roubando descaradamente)

100 comidas e bebidas para provar antes de morrer

Como promessa é dívida (mas às vezes a gente deve, não nega e paga quando puder), aí vai a minha listinha de coisas para se provar nesta vida. Porque a vida é curta, mas pode ser bem temperada.

Bebidas

caipirinha, kir royal, Malibu com suco de abacaxi, marguerita, mojito, gemada com canela 

Brasileira

aipim frito, bobó de camarão, bolinho de aipim recheado de carne moída, camarão frito com alho, camarão na moranga, farofa de alho, feijoada, moqueca de camarão, torresmo

Carnes, peixes, aves

bife à milanesa, carpaccio, casquinha de siri, frango de padaria, ovo frito com gema mole, ovos pochê, peru de natal, rosbife, salpicão de frango, sanduíche de atum

Culinárias geográficas

babaganuj, balas de alga, batata rostie, bolinho de bacalhau, caviar, crepe de Nutella, esfiha de carne (aquela famosa do Largo do Machado), estrogonofe, fondue de queijo, frango xadrez, guacamole, iogurte grego (com mel), lasanha, pão ciabatta, pasta de amendoim, pizza marguerita, roast tuna, rolinhos primavera, sushi de salmon skin, temaki

Doces

ambrosia, churros, cocada, cuscuz, doce de leite, goiabada com queijo (ou variações: requeijão, creme de leite), leite condensado, musse de chocolate, ovos moles, pudim de leite, quindim, rabanada, salame de chocolate, sorvete do Mil Frutas

Frutas

banana frita com açúcar e canela, cerejas frescas, creme de abacate, damasco seco, fruta do conde, maçã assada, maçã do amor, manga, melancia, melão com presunto cru, vitamina de banana 

Pães e bolos

bolo branco quentinho, bolo de cenoura, brownie, pão de linguiça, pão de queijo, pão francês fresquinho com manteiga boa, petit gâteau

Petiscos

amendoim, biscoito Globo, castanha de caju, croquete de carne, pão de alho, patê com geléia de amora, pipoca, pistache, salame, sardela, sequilhos

Vegetais

batata frita (portuguesa), batatinhas assadas com casca, berinjela à milanesa, purê de batata baroa, quiabada, shiitake, sopa de cebola, sopa de ervilha, tomate cereja

-Monix-

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