Bebidas, bebedeiras e bebuns

Caminhava eu de Laranjeiras à Glória (como são poéticos certos bairros cariocas, não?). Mas eu dizia que caminhava para o trabalho hoje, após o almoço, tentando fazer a digestão – do almoço e da sessão de terapia. Foi então que no ipod Seu Wilson da Neves – ô sorte! – cantarolou no meu ouvido:

“Pra quem sempre bebe muito/vá devagar com esse andor

Sobretudo quando o assunto/geralmente envolve amor

É melhor que tu não brinques/porque o amor é enganador

Vale mais viver nos trinques/beber os seus drinques, ser mais moderador”.

Então lembrei de um projeto de lista musical que eu tenho já há algum tempo, sobre bebidas, bebedeiras e bebuns. Já tenho muitas coisas separadas, clássicos como “Eu bebo sim”, cantada pela explosiva combinação Elza Soares + Monobloco; e a “Turma do Funil”, do Chico, até coisas mais recentes como a “Saideira” do Skank.

Tema universal, pode ser encontrado em quase todos os gêneros musicais. É verdade que a cultura do samba compreende, acolhe e incentiva o beber, ação transformada em valorizado atributo (“Na minha casa todo mundo é bamba/todo mundo bebe, todo mundo samba”. Mas não há exclusividade: vamos da deliciosa “One bourbon, one scotch, one beer”, com John Lee Hooker, ao recentemente popular “Beber, cair e levantar”, que ultrapassou as fronteiras do forró não por outro motivo senão pela temática etílica. O rock brasilis não deixou de dar sua contribuição quando Cazuza confirmou: “Mais uma dose? É claro que eu tô a fim!”.

Mas o mais bacana em fazer estas listas é a colaboração de vocês. Descubro pérolas, reencontro músicas antigas, resgato obviedades esquecidas, surpreendo-me com canções inesperadas. Então eu fico por aqui, aguardando as sugestões de vocês de músicas em que a bebida e seu universo sejam o tema central.

Saúde!

Helê

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