Justly married*

Minha sócia enviou o link de um excelente post da Lola sobre a direita americana e o casamento gay. Também informou sobre as articulações em Portugal, que vota na próxima sexta, dia 10, uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo (ia escrever “entre iguais”, mas só se fossem gêmeos univitelinos, né? 😉 As armadilhas da linguagem…).

É meio óbvio, ou melhor, simplista o que me vem à cabeça. Filosofia de botequim barata, talvez, mas é mais forte que eu: toda vez que eu vejo esses grupos inflamados berrando contra o casamento gay eu tenho vontade de me aproximar dizer: “Calma gente, vai ser permitido mas não obrigatório, tá? E é pra quem quiser, vocês podem continuar no armário, na boa”. Porque não consigo entender de outra maneira essa sanha se não como auto-repressão dos instintos. Precisa ser pecado e precisa ser proibido, ou de que outra maneira a pessoa refrearia as suas tendências homo? O inferno tem que ser os outros, ou eu não me salvo.

*Trocadilho com a expressão ‘Just married’ (recém casados) que pode ser traduzido por ‘casados justamente’, ‘com justiça’. Pesquisando no Google vi que já tem um filme com esse nome, cuja logo é essa que ilustra o post.

Helê

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Update: Caso a lei seja aprovada, teremos que abandonar aquela imagem de um Portugal conservador e carola que carregamos conosco. Lá será o país do aborto permitido e do casamento civil. Tipo assim, quase uma Holanda.

-Monix-

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