Justly married*

Minha sócia enviou o link de um excelente post da Lola sobre a direita americana e o casamento gay. Também informou sobre as articulações em Portugal, que vota na próxima sexta, dia 10, uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo (ia escrever “entre iguais”, mas só se fossem gêmeos univitelinos, né? ;-) As armadilhas da linguagem…).

É meio óbvio, ou melhor, simplista o que me vem à cabeça. Filosofia de botequim barata, talvez, mas é mais forte que eu: toda vez que eu vejo esses grupos inflamados berrando contra o casamento gay eu tenho vontade de me aproximar dizer: “Calma gente, vai ser permitido mas não obrigatório, tá? E é pra quem quiser, vocês podem continuar no armário, na boa”. Porque não consigo entender de outra maneira essa sanha se não como auto-repressão dos instintos. Precisa ser pecado e precisa ser proibido, ou de que outra maneira a pessoa refrearia as suas tendências homo? O inferno tem que ser os outros, ou eu não me salvo.

*Trocadilho com a expressão ‘Just married’ (recém casados) que pode ser traduzido por ‘casados justamente’, ‘com justiça’. Pesquisando no Google vi que já tem um filme com esse nome, cuja logo é essa que ilustra o post.

Helê

***

Update: Caso a lei seja aprovada, teremos que abandonar aquela imagem de um Portugal conservador e carola que carregamos conosco. Lá será o país do aborto permitido e do casamento civil. Tipo assim, quase uma Holanda.

-Monix-

4 Respostas

  1. legal seu blog…

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  2. Meninas, eu posso dar a minha opinião com experiencia prória… eu e a sil há dois anos atras assinamos a nossa “união estavel homoafetiva” ou seja, nosso contrato de casamento, registrado em cartorio civil que prevê todas as questões relativas a herança, contas, propriedades etc etc etc…

    uma puta hipocrisia chamar união estavel pq é igualzinho o casamento, só muda o nome… é a questão da lingua que vcs colocaram no post.

    eu já to no plano de saude, já temos alguns poucos bens em comum, ou seja, tudo iguarzinho…

    alias, escrevi um post sobre isso dia 03 que fiz dois anos de casadinha…

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  3. estou achando pouco provável. o partido do governo (ps… pode?) obrigou a todos deputados, por uma questão partidária, a votarem não :o(
    Quanto a entrar na discussão, fico sempre querendo entrar na da adoção. Gays não podem adotar porque senão os filhos serão gays. Sendo sim… os pais é fator determinante da opção sexual dos filhos. Então a discussão de quem nasceu primeiro – o ovo ou a galinha – torna-se inútil. Quem nasceu primeiro foram os gays, que são todos filhos de chocadeiras. Porque se tivessem pai e mãe seriam heteros, certo?

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  4. quase uma Holanda foi ótimo :)

    mas num é, kellen? ;-) bjs, monix

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