11 Filmes Musicais (e +2)

Todos Dizem Eu Te Amo

Chicago

Dançando no Escuro

Sete Noivas para Sete Irmãos

De-Lovely

My Fair Lady

A Noviça Rebelde

Hair

Mudança de Hábito

Across the Universe

Mamma Mia!

E eu que pensava que não gostava de musicais! Sério. Durante boa parte da minha vida achava o gênero desinteressante, e, por que não dizer: cafona. Pronto, falei. Mas como já disse o filósofo Lulu Santos, nós somos medo e desejo. Se bem que isso não tem muito a ver com o que eu estava dizendo, mas tudo bem. Enfim, o caso é que aos poucos os musicais foram entrando na minha vida cinematográfica e acabaram se sentando confortavelmente e ficando até o final dos créditos. 

“Todos Dizem Eu Te Amo” talvez tenha sido o primeiro de que gostei oficialmente, afinal veio com a chancela do Woody Allen. Aliás, só mesmo ele para misturar sarcasmo e cenas bailantes à margem do rio Sena. Depois vieram outros, como “E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?“, dos irmãos Coen, e “Moulin Rouge“, do Baz Luhrmann, de que gosto muito, mas não a ponto de incluir na lista. Aos poucos, fui quebrando minha resistência com o gênero e finalmente resolvi assumir que gosto mesmo, e daí? :-)

Até porque, uma pessoa que teve a adolescência embalada pelo Hair do Milos Forman já devia desconfiar disso.

Depois vieram os musicais, como direi, paradoxais? Incongruentes? Uma coisa assim meio Casseta e Planeta no Teatro Ipanema cantando “eu tô tristão / tô sofrendo pra car*lho”? Pois. São os musicais que falam de temas barra pesada, tipo “Chicago”, que embora tenha como protagonistas duas assassinas aguardando julgamento, é divertidíssimo; e “Dançando no Escuro”, do Lars Von Trier, que de divertido não tem nada, mas é filmado com uma técnica genial (uma dentre as muitas do diretor mais criativo da atualidade). Esse último foi o único filme que me fez sair do cinema ainda chorando. É tristíssimo, mas eu recomendo.

Houve também a fase de recuperar o tempo perdido, quando assisti (ou revi) os clássicos da era de ouro de Hollywwod, como o indefectível “Sete Noivas para Sete Irmãos”, com seu clima de rapto das Sabinas,  o fundamental “A Noviça Rebelde” – aquele que se pode rever tantas vezes quantas a oportunidade se apresentar – e o mais belo de todos, “My Fair Lady”, com a indescritível Audrey Hepburn e o respeitável Rex Harrison reinventando Pigmaleão.

Na trilha dos musicais cômicos, meus favoritos são “Mudança de Hábito”, com a Whoopy Goldberg em um dos pontos altos de sua carreira, e o recente “Mamma Mia!”, que já tinha visto no teatro, na montagem londrina, e que me divertiu muitíssimo na versão para o cinema. Seu grande mérito é ser tão divertido para a platéia quanto para o elenco.

“De-Lovely” é Cole Porter na tela, e não preciso dizer mais nada. “Across the Universe”, como já disse a sócia, não é só para os fãs dos Beatles. Mas quem conhece e curte o quarteto de Liverpool vai se deliciar com as referências visuais e de roteiro, além de perceber que a trama evolui tal qual a banda: primeiro a fase iê-iê-iê, que 45 anos depois é  mais que comportada (chega a soar ingênua), depois o desbunde e a psicodelia.

-Monix-

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5 Respostas

  1. A minha lista dos melhores musicais de todos os tempos incluiria “The Wall” (Pink Floyd).

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  2. […] – 11 Filmes Musicais (e +2) saved by jorrel2008-10-17 – Franceses baixam ilegalmente mais de 10 milhões de filmes por mês … […]

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  3. Eu vi no imdb que tem uma versão de 1988, mas não consegui clicar nela e ler mais a respeito. Não me lembro dela, que pena…

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  4. Como sou cria da sessão da tarde, adoro musicais.

    Ana, o Travolta está mesmo ótimo, mas acho a versão original excelente.

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  5. Não vi o Dançando no escuro, mas endosso o restante, batendo palmas. A lista tem que ficar assim tão restrita? Eu tenho outras opções igualmente preferidas. No terreno dos clássicos, pode ser óbvio citar Cantando na chuva, mas é que é realmente muito espetacular. Eu gosto muito do Moulin Rouge, entra na minha lista também. Tem o impagável Primavera para Hitler, e a nova versão, chamada Os Produtores não fez feio, o Matthew Broderick segura a peteca lindamente, é um must aqui em casa. E do mesmo naipe que Mamma Mia, tem o Hairspray, com um John Travolta hilário travestido de dona de casa gorda e tímida descobrindo a liberdade nos anos 60. A cena do pas-de-deux dele com o Christopher Walken vale o filme!

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