Reportagem de viagem

Hoje é meu último dia em Praga, mas antes de seguir viagem quero deixar para vocês algumas dicas preciosas que não li em nenhum lugar antes de vir para cá:

– O aeroporto de Praga tem caixas eletrônicos. Quem tem cartão de banco com as bandeiras Visa ou Mastercard (Maestro) consegue sacar direto da conta corrente. Aliás, há caixas eletrônicos por toda a cidade. Como a República Tcheca ainda não entrou na zona do euro, a moeda local é a coroa tcheca. Por isso, em tempos de câmbio enlouquecido como estes que correm, para nós valeu mais a pena sacar direto da nossa conta corrente do Brasil e converter direto de reais para coroas, ao invés de trocar nossos euros (sujeitando-nos às taxas de câmbio absurdas e comissões) ou usar o cartão de crédito, porque nunca se sabe qual será a taxa do dólar na data do fechamento.

– Para se transportar do aeroporto aos hotéis do centro da cidade, recomendo o shuttle da Cedaz. Fica bem na saída do terminal, é relativamente barato, bastante eficiente, e você já pode deixar agendado o traslado da volta. (É precisamente o que estou esperando neste momento, enquanto escrevo este post para passar o tempo).

– O sistema de transportes da cidade é muito eficiente e bem estruturado. Dá para comprar o bilhete de metrô (que vale também para os bondes) na própria recepção do hotel, prestando atenção para o tempo de utilização. Tanto o bonde quanto as estações de metrô têm umas maquininhas para validar o bilhete, e a partir desse momento o tempo começa a ser contado. Tem bilhetes de 20 minutos (sem direito a conexão) e de 75 minutos. É só escolher o mais conveniente e seguir em frente. Quem preferir pode comprar passes para vários dias, mas nós fomos comprando a cada trecho e deu certo. O bilhete unitário é mais barato que o do Rio. O Metrô daqui cobre boa parte da região turística, mas o ideal é mesmo andar de bonde – as composições são bem modernas, passam a toda hora, fazem trajetos mais diretos e de bônus você ainda tem a vista de Praga pela janela.

– Essa história de que quase ninguém fala inglês é mito. Conseguimos nos comunicar com quase todo mundo quando foi necessário. O único lugar onde só se falava tcheco foi, por motivos óbvios, o estádio de hóquei. Mas mesmo lá não tivemos problemas, resolvemos tudo com a linguagem universal da mímica.

– Come-se bem por aqui. Muitos cardápios vêm com o peso da carne indicado, o que facilita na hora de fazer o pedido. Os acompanhamentos em geral têm que ser pedidos à parte. Em geral, pedimos uma entrada quente, um prato principal para dividir por dois e 2 acompanhamentos. Ah, e uma sobremesa, claro, que ninguém é de ferro e férias não combinam com dietas. Nas ruas de mais movimento turístico os preços são bem salgados, mas é só se afastar alguns quarteirões que é possível encontrar restaurantes muito gostosos e mais em conta.

Agora sigo viagem.

Se der, mando mais notícias.

Monix, correspondente de viagem (porque Dufas também é utilidade pública)

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