Oração

Give me a good digestion, Lord
And also something to digest
Give me a healthy body, Lord
With the sense to keep it at its best

Give me a healthy mind, O Lord
To keep the good and pure in sight
Wich seeing worng is not appalled
But finds a way to put it wright

Give me a mind that is not bored
That does not whimper, whine or sigh
Don’t let me worry overmuch
About that fussy thing called I

Give me a sense of humour, Lord
Give me the grace to see a joke
To get some hapiness from life
And pass it on to other folk

An ancient prayer from Glastonbury Abbey

Ou, numa tradução de pé quebrado (a segunda estrofe, principalmente, ficou meio ruim – ajudem, amigas tradutoras!):

Dê-me uma boa digestão, Senhor
E também algo para digerir
Dê-me um corpo saudável, Senhor
Com bom senso para mantê-lo em forma

Dê-me uma mente saudável, Senhor
Para manter em vista os bons e os puros,
Que não se assustem ao ver o que está errado
Mas encontrem uma forma de torná-lo certo

Dê-me uma mente que não se entedie
Que não se queixe, lamente ou suspire
Não me deixe preocupar-me em excesso
Sobre esta coisa espalhafatosa chamada ‘eu’

Dê-me senso de humor, Senhor
Dê-me a graça de enxergar uma piada
Para receber alguma felicidade da vida
E passá-la adiante a outra pessoa

Oração antiga da Abadia de Glastonbury

-Monix-

Momento gentileza

Antes de narrar o momento propriamente, é necessário apresentar o contexto, estranho aos não-cariocas e/ou aos que não têm filhos idade pra entrar na escola. Aqui no Rio existem três escolas públicas muito boas: o Pedro II e os colégios de aplicação, da Uerj e da UFRJ. Todos parecem ser bem colocados no tal Enem, têm boa estrutura, currículo e bons professores, e são gratuitas. Por aí vocês podem imaginar o que envolve a disputa por vagas. Para admissão na antiga 6ª série há provas que são verdadeiros vestibulinhos. Para o ingresso no 1º ano, o antigo curso de alfabetização, na impossibilidade de um teste sobre massinha II ou fundamentos do desenho a dedo, são realizados sorteios. Pelo que ouvi, o do Cap Uerj, reazlidado ontem, tinha cerca de 2 mil concorrentes para 30 vagas.

Pois eu estava lá, num teatro lotado de pais ansiosos, beirando a histeria. Então uma menina foi sorteada e o representante dela foi chamado. Minutos depois foi anunciado que, conforme o edital, aquele não poderia ser o representante da candidata, por ser menor de idade. Para minha surpresa, várias pessoas da platéria levantaram, imediatamente, prontificando-se a representarem a menina, já que o edital dizia que poderia ser qualquer pessoa maior de idade. Um gesto muito nobre, considerando que a eliminação da menina abriria uma vaga para o filho ou filha daquelas pessoas. Depois da consulta à auditoria jurídica, foi aceito um novo representante, e todo o teatro aplaudiu a decisão.

Nessas horas eu me comovo e acredito na humanidade.

Depois eu volto ao normal.

Helê

Ainda o mito (ou a mística)

E por falar em sincronicidade (tá certo, ninguém falou nisso, mas vamos em frente)… Bom, a conversa sobre o Mito da Maternidade (que já foi tema de um post nosso no blogue antigo) começou com uma resposta da Helê ao sempre polêmico Marcos VP:

Você parece ser um bom pai, VP, mas nunca foi mulher – não que eu saiba -,  e por isso não tem como dimensionar o tamanho e peso do Mito da Maternidade. Segundo ele, os filhos justificam os meios: ser mãe é a realização suprema e única para uma mulher. E disso nós, motherns, discordamos. Daí a deduzir que não gostamos de criança…

Aí veio a Carla Rodrigues e lembrou que o livro “A Mística Feminina”, da Betty Friedam (que eu nunca li), está completando 45 anos de publicação, indicando um ótimo resumo feito pela portuguesa Anabela Santos:

A mística ignora a identidade feminina; não considera outro modo de existência da mulher senão como esposa e mãe – “afirma que é possível responder à pergunta “quem sou eu?”, dizendo – “mulher de Tom, … mãe de Maria”.

Vejam só, continuamos falando das mesmas coisas.

-Monix-

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