Eles crescem, a amizade aparece

Ontem fui à “formatura” do meu filhote na educação infantil. Confesso que apesar de ter uma forte implicância com esse tipo de evento (eu sou do tempo em que a gente se formava no ensino médio e na faculdade e olhe lá), me emocionei com o caráter “rito de passagem” da coisa. As crianças que conheci pequetitas, com menos de 3 aninhos, estavam crescidas, amadurecidas, felizes com suas conquistas. Acima de tudo, foi bonito ver a amizade das crianças e a consciência que eles tinham de que a partir de agora irão para outras escolas, conhecerão novos amigos, mas poderão se reencontrar quando quiserem.* Foi fascinante constatar que a construção do sentimento de amizade está muitíssimo bem encaminhada para aquele pequeno grupo de crianças. Mesmo que  não seja possível, por causa das circunstâncias da vida, manter o contato com Brunos, Guilhermes ou Júlias, eles aprenderam o que é ter amigos. Agora é saber cultivar.

Na despedida final, o amiguinho que também é vizinho gritou para o meu filho: “que o seu Natal seja mais feliz que o meu!” Uma definição tão perfeita do verdadeiro sentido da amizade que só poderia ter sido formulada por uma criança de seis anos.

-Monix-

* Claro que por enquanto dependem das mães para isso, e também foi bacana para mim, particularmente, ao longo desses anos de pré-escola, romper com minha antipatia de estimação e me relacionar com as mães dos amigos do meu filho, muitas delas pessoas interessantes, que também poderiam(ão) ser minhas amigas.
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17 Respostas

  1. […] coisas: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura e o show do Lafayette e os Tremendões no Claro Cine; Formatura da escolinha; o jogo Carcassone; e o show do João Penca e seus Miquinhos Amestrados no Circo […]

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  2. […] Como disse o amiguinho do filho de uma querida amiga: […]

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  3. Ai, adorei saber que é possível estabelecer laços permeados por um mínimo de afinidade com outras mães de coleguinhas. A pequena começa na creche em janeiro, e até agora, a minha experiência com o coletivo de mães (a pracinha) é o horror, o horror, da classe média revista Veja. Obrigada pela luz no fim do túnel, Frida!

    Anna, como eu mesma admito no post, eu sou a antipática da pracinha, aquela que sempre achou meio chato ter que fazer social e talz. Mas a verdade é que enquanto nossos filhos são pequenos, eles só podem se relacionar com os amigos se a gente intermediar, né? Então, em nome da vida social do pequeno, acabei engolindo meus preconceitos e me abrindo para a possibilidade de me relacionar com as mães dos amiguinhos deles. E é claro que muitas vezes acabei encontrando pessoas interessantes, pois elas existem em todos os lugares… Talvez não fossem as amigas que eu escolheria em outras circunstâncias, mas no mínimo nós temos um assunto em comum. O chato é quando eu gosto da mãe e a criança não gosta do filho dela, hahahaha! Bjs, Monix

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  4. Oi, meninas,
    Não conhecia o blog de vcs, mas gostei muito!
    Toda mãe tem essa espécie de nostalgia, né?
    Bjos,
    Paulinha

    Oi, Paula, seja bem-vinda e volte sempre! Bjs. Monix

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  5. Passei pela mesma emoção com o Felipe este ano…

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  6. Monix,
    A formatura da minha Luísa na educação infantil foi no ano passado. Eu também achava esse tipo de comemoração meio over, mas gostei bastante. Porque não foi uma festa, foi como você bem definiu um rito de passagem.
    E vc vai ver que muda muita coisa mesmo. O primeiro ano do ensino fundamental é aquele em que eles têm de aprender a serem estudantes, coisa que ao contrário do que eu pensava, a gente não nasce sabendo.
    E adorei a definição de amizade desse amiguinho…Vou adotar essa! Desejar por aí que o Natal daqueles que amo seja melhor que o meu.
    Bjs

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  7. …tamos neste mesmo pé por aqui. Tb me a-ca-bei de chorar. Tou à caça de uma nova escolinha de ensino fundamental que me dê o mínimo de esperança, sacumé?
    Boa sorte pra nóis.
    Bjos

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  8. Lindo, Monix!
    Que amizade pura e sincera… coisa mais emocionante mesmo.

    Beijos

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  9. Putz, “ripiei” aqui… =)

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  10. Adoro ver a pureza e sinceridade das crianças.

    É simplesmente ,amor…

    bjos na mãe chorona/babona) e no Vitor.

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  11. Emocionante mesmo!

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  12. eu chorei baldes ano passado, na formatura / despedida do Tabladinho. e é lindo mesmo ver como essas amizades ficam, Basta a gente ajudar um pouquinho. Aquela turminha com certeza ainda é a turma do coração do Pedro!
    Parabéns pro seu menino grande, Mô!

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  13. Que lindo esse laço que eles estão construindo e q vc eternizou aqui, compartilhando com a gente…
    Muitas vezes as crianças nos dão uma bela lição de vida, não?
    beijos emocionados

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  14. Ai, Monix, mas que lindo isso que você disse! E amizade é isso mesmo, né? Não importa a distância, porque pro amor e pra amizade, basta estar no coração pra estar perto. Eu acho esse um dos melhores sentimentos que existem e amo ter amigos. Acho que é uma das coisas que eu mais gosto na vida. Que o seu Natal e o da Helê também sejam melhores que o meu! 😉
    Beijos.

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  15. Tô às lágrimas aqui, Sócia.
    E me preparando.
    Eu ia dizer que é um momento gentileza, mas é muito mais que isso.

    Helê

    Leva o Kleenex, Helê. Eu chorei do início ao fim. Bjs

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  16. Deu pra entender? Fiquei meio zonza, no meio do comentário. Ligaram pra cá e confundiram a minha voz com a de um coroa aqui da minha sala (no trabalho).
    Que coisa…

    Hahahaha! Claro que deu pra entender, Ida! E de lambuja vc ainda ganhou outras amigas motherns, né? Bjs, Monix

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  17. Fofa.
    Olhe, Juju Alves tá saindo do Sindicato (do da Criança, por enquanto). Juju Saraiva vai sentir saudades.
    Nossa sorte – minha e de Juju Saraiva – é que além de vizinhas, somos MIGUXAS de Juju Alves e Helena, e nos encontraremos quando quisermos, também!

    Vale registrar que as duas xarazinhas tiveram, no ano passado, as agendas trocadas e a partir do telefonema, avisando Helena sobre a troca, começaram as gargalhadas que duram até hoje (com lágrimas e conversas sérias, é verdade, mas que servem firmar ainda mais a amizade!)

    Se serve pra alguma coisa: tenho antipatia de estimação por porta do colégio.

    Beijo

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