Eu e os Walkers

Não pensei nisso quando peguei toda a 1ª temporada de Brothers & Sisters na locadora, mas enquanto assistia, no dia 24, pensei que nada poderia ser mais adequado que passar  o natal com aquela grande, alegre, intensa e louca família. Essa série é o meu xodó atual, em termos televisivos. Que fique claro que continuo firme com House, of claro, nada abala a nossa relação. Mas pra quem, como eu, cresceu vendo novela,   Irmãos &  irmãs é simplesmente irresistível (como fica tolo esse título em português, heim?). Um novelão liderado pela Sally Field, que parece uma Regina Duarte americana, só que com (mais) talento. E exibido uma vez por semana, o que, convenhamos, é a medida exata da boa teledramaturgia. Não tem nada de original na forma ou no conteúdo, o enredo não poderia sem mais simples: a dinâmica de uma abastada família americana de 5 filhos adultos e sua mãe após a morte do pai. Sensação de já ouvi ( ou déjàvu, pros mais refinados)? Pois é, mas o texto é bem escrito, as crises e mistérios não demoram demais, há equilíbrio entre drama e comédia e um elenco muito, muito bom.  Além do mais, é família, né gente? Aquela coisa estranha à qual todos nós pertencemos, de onde todos nós viemos e de onde a gente nunca sai, na verdade. Ao assistir, a gente se identifica hora com a irmã mais velha, hora com o tio, hora com a mãe, e acaba percebendo os variados papéis que desempenhamos na nossa vida real, por assim dizer. E a Nora da Sally Field é absolutamente adorável: intrometida, forte, emotiva, prestativa, decidida, paranóica – uma mãe, enfim.  Grande série, eu recomendo.

E eu me dou conta agora  que talvez o primeiro seriado que acompanhei tenha sido Os Waltons, que eu via religiosamente com minha mãe e meu irmão nos sábados à tarde, quase um ritual familiar. From Waltons to Walkers. Que longa estrada desde aqueles sábados até esse natal…

Helê

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