People lie

Nada entendo de mecanismos compensatórios, mas não deixa de ser engraçado observar que a falta de atrativos (das mais diversas naturezas) de um cavalheiro, quase sempre é inversamente proporcional à certeza que ele tem que todas as mulheres do planeta estão apaixonadas por ele. Noutras palavras, o cara é chato, feio, tem mau hálito, vida pregressa complicadíssima (filhas ciumentas, ex-mulher psicopata), é velhusco, cheio de manias, desempregado e, certamente, não um Adonis, mas, uau, o que você mais o escuta dizer é ‘eu me afastei dela porque ela estava envolvida demais’.
Hohohoho, o ser humano é divertido de observar.

Fal, no caso desse tipão aí, vale lembrar a máxima do Dr. House: ”as pessoas mentem”. Aposto todas as minhas fichas que o hipotético coroa feioso tomou foi um belo pé na bunda* 

 

-Monix-

* Pronto, aguardemos nova leva de paraquedistas do Google.

Séries de tribunal

Dia deses o Serbon perguntou ali nos comentários se a gente curte  séries de tribunal. E então eu me dei conta que sim, eu gosto muito. Law & order, que ele citou, eu vi poucas vezes por questões de horário – a original, que a SVU eu não consigo, tem um casos muito barra pesada pra mim. Acompanhei por muito tempo uma série obscura – tanto que eu nem me lembro o nome – mas que me chamou por causa da abertura, com a maravilhosa canção War, de Edwin Star. E claro que não passei incólume a Ally McBeal, com sua imaginação enlouquecida, seus colegas idem e as especialíssimas participações da voz do Barry White (tenho até um cd da Vonda Shepard, aquela que cantava no happy hour da turma). Calista já havia me conquistado antes de ser uma Walker.

Mas eu percebo, Serbon, que talvez a minha preferência seja menos pelo tribunal e mais pelo nonsense. Veja, a minha preferida do gênero, atualmente, é Boston Legal – Justiça sem limites. São casos tão ou mais estapafúrdios que os da McBeal, um festival de tocs, pervesões e improbabilidades. Tudo isso e a dupla de advogados mais insana possível, Denny Crane e Alan Shore. Eu me divirto horrores – apesar da dublagem criminosa da Fox.

Helê

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