São coisas de momento, são chuvas de verão*

Ontem desabou um mundo de água sobre nossas cabeças no Rio de Janeiro. Choveu feito gente grande.

Como sói acontecer em dias de tempestade, a cidade entrou em colapso, e como eu tinha cometido a tontería de esgotar os créditos do cartão do metrô, ficou impossível enfrentar a fila da bilheteria (era papo pra mais de hora), mas dei sorte e consegui entrar num ônibus relativamente vazio e com ar condicionado  – talvez estivesse vazio por causa da passagem 30 centavos mais cara, talvez tenha sido meu anjo da guarda me ajudando a chegar em casa cedo, não sei. Enfim, a história é que por causa dessa série de imprevistos, acabei fazendo o trajeto Centro-Zona Sul ao lado de uma estrangeira que estava horrorizada com as ruas semi-alagadas (e olha que já vi enchentes beeeeem piores). “São lagos!”, ela dizia. “Como chove neste país!”

Contrariei todos os meus instintos antipáticos e puxei conversa. A moça disse que chegou em setembro e que está completamente frustrada: esperava encontrar calor, sol e dias lindos o ano inteiro e praticamente só pegou chuva na cabeça desde então. Eu respondi lamentando sua falta de sorte, porque normalmente setembro e outubro são meses mais secos, mas depois tentei explicar que esse verão carioca ensolarado realmente é um mito – é muito comum termos verões chuvosos. Disse a ela para ter paciência, que lá para abril ou maio a coisa melhora. Não sei se ela levou fé, coitada, a desilusão era grande: “vocês fazem muito boa propaganda de seu país, mas é tudo marketing.”

A verdade é que quem é de fora não sabe, mas o verão não é uma boa época para se estar nesta cidade. Ou torramos e derretemos sob sol escaldante e umidade inclemente, ou escorremos debaixo de tempestades torrenciais. Cheguei em casa enlameada até os joelhos, os sapatos imprestáveis. E ainda tive sorte por conseguir manter o guarda-chuva.

Mal posso esperar pelo céu azul e a espantosa luminosidade do outono.

* Letra de Fernando Lobo, gravada por Caetano Veloso

-Monix-

Pecados capitais

Fomos convidadas pela Gisele na Áustria a responder um meme sobre os sete pecados capitais. Como nunca fomos santas, topamos na hora. Será que vocês ainda conseguem adivinhar qual Frida é qual?

Pecados Capitais
1) Gula: consiste em comer além do necessário e a toda hora;
2) Avareza: é a cobiça de bens materiais e dinheiro;
3) Inveja: desejar atributos, status, posse e habilidades de outra pessoa;
4) Ira: é a junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor que às vezes é incontrolável;
5) Soberba: é caracterizado pela falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha autossuficiente;
6) Luxúria: apego aos prazeres carnais;
7) Preguiça: aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.

Regras:
– Passar para 8 blogs
– Avisar e Linkar os blogs escolhidos
– Publicar suas respostas no blog

Una Frida

1) Gula: o pior dos pecados – o mais fácil de cometer e aquele que traz arrependimento mais imediato. Meu ponto fraco, sou gulosa com tudo. Enquanto houver comida, comerei.
2) Avareza: sou pão-dura com roupas. Difícil me ver entrar numa loja e gastar centenas de reais em blusinhas, saias, acessórios. Já comprei muito em feirinha, mas com a idade o padrão de exigência aumentou. Resultado: um guarda-roupas que quase não se renova, por pura imobilidade de sua dona.
3) Inveja: de gente que come, come, come e não engorda. Pronto, falei.
4) Ira: não provoque. Ela custa a vir, mas quando vem, é difícil reverter.
5) Soberba: difícil evitar. A humildade é um treinamento diário.
6) Luxúria: não consigo entender por que isto é pecado. ;-)
7) Preguiça: é o carimbo na minha testa, a mãe da procrastinação.

Otra Frida

1) Gula: categoria pecado brando, porque só prejudica você, mais ninguém. Aplica-se também para líquidos? Se sim, margaritas. Abafa e arquiva.
2) Avareza: categoria hard. Feeeeio. Taí: mesmo não sendo gulosa, detesto dividir minha comida – Joey doesn’t share food!
3) Inveja: do Come e Não Engorda. Ódia mortala. Humpf2.
4) Ira: embora digam que sou capaz de caras feíssimas, falta-me a capacidade de extravassar esse tipo de sentimento. Olha, um pouquinho não deve fazer tão mal assim, né? Eu gostaria de experimentar – a minha, bien entendu.
5) Soberba: putz, humildade em mim abunda (êpa!). Na boa, esse é outro para o qual me faltam atributos – e aí não é humildade, é baixa auto-estima mesmo (Mas eu desconfio de pecados não admitidos, vai ver são esses os nossos maiores).
6) Luxúria: defina apego. Aí então a gente conversa.
7) Preguiça: Esse é meu, ninguém tasca – desde que eu não precise fazer nada pra isso. Procrastinação é meu segundo nome.

Recebemos do:
Eu na Áustria

Passamos para:
Meg – Mesa de Bar
Marcos Matamoros – A Torre de Marfim
Rafael Galvão
Thiago Fonseca – Potpourri
Anna V – Terapia Zero
Beth Salgueiro – Tudo pode acontecer
Cynthia – Cyn City
Claudio Luiz – Correio Selado

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