Jane Austen e nós

Já foi mais frequente (agora sem o trema, snif), mas continuam acontecendo entre nosotras umas coincidências bizarras, como diriam os adolescentes. A mais recente envolve uma escritora do século 19 e um filme quase obscuro.

Depois de passar o natal com os irmãos e as irmãs, uma Frida pegou outra leva de dvds para o reveión. Quase nada prestou, exceto pelo excelente “O clube de leitura da Jane Austen“. Uma ou duas semanas depois ela comenta sobre o filme com a Outra – de antemão envergonhada, certa de  que ela, a cinéfila da dupla, já o teria visto meses atrás. E qual não foi a nossa surpresa quando descobrimos que, se não vimos o mesmo dvd no mesmo dia, a diferença foi mínima, porque Frida Monix assistiu o filme no dia 3.

Então só nos restou vir aqui contar essa bobagem acolhedora, que nos põe um sorriso no rosto e nos convence que a nossa sociedade dá-se em instâncias que a gente nem imagina – mas observa, respeita, agradece.

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Para além das coincidências, o filme em si merece ser visto. É delicado sem ser pretensioso. Para quem leu Jane Austen as referências a personagens e situações dão um molho a mais, mas quem não leu (ainda) não perde nada da trama. De resto, merece todo nosso respeito um filme que mostra mulheres maduras como protagonistas e uma paquera que se desenvolve a partir de livros.

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Nosostras no cremos en coincidências – pero que las hay, las hay.

Duas Fridas

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