Uns filmes que andei vendo

Operação Valquíria
Tem gente que sabe a história da II Guerra Mundial em detalhes, conhece nome de generais, batalhas, datas e tal. Eu nunca me interessei tão profundamente pelo assunto e, para falar a verdade, sempre me surpreendo com a capacidade roliudiana de recontar over and over um evento que acabou há mais de 60 anos. Enfim, diante disso, confesso minha absoluta ignorância sobre a história real na qual o filme se baseia, o que me permitiu uma genuína surpresa com o desenrolar da trama. Obviamente eu tinha conhecimento de que Hitler não morreu assassinado por conspiradores em 1944 (dã, não sou tão ignorante assim), mas fiquei impressionada com a dimensão que a coisa tomou. Além da informação histórica, o filme vale pelo clima de suspense criado pela direção, que se aproveita bem do fato de a platéia saber que o plano irá dar errado.

O Lutador
Muita gente acha que o fato de Mickey Rourke estar basicamente interpretando um pastiche dele próprio descredencia o filme, ou, pelo menos, sua atuação. Não concordo. O lutador Randy ‘Ram’ Robinson é um personagem rico, cheio de sutilezas, e ele constrói uma interpretação bastante delicada em contraponto à brutalidade das cenas de luta. Da Marisa Tomei nem preciso falar nada – é uma das atrizes mais carismáticas de Hollywood, na minha opinião. E vamocombiná que ela chegou aos 45 batendo um bolão de dar inveja.

Milk – A Voz da Igualdade
O subtítulo é totalmente esquecível (como costuma acontecer), mas o filme não. Sean Penn está incrivelmente convincente como homossexual, aliás, todo o elenco é muito bom; além disso, a história é emocionante e a direção não cai na tentação de apenas narrar a vida do biografado, como muitas vezes acontece nessas biopics. De toda a safra de filmes recentes, este foi o que mais gostei de assistir, o que mais me mobilizou, emocionou, comoveu.

O Leitor
Talvez este seja o filme que menos posso comentar, para não atrapalhar a experiência de quem ainda não assistiu. Só vou dizer que é uma história com muitos desdobramentos, e lá pelas tantas a gente pensa: “nossa, esse filme não acaba? Que bom! Quero mais!” (Pelo menos eu pensei, né? Tem gosto para tudo.)

-Monix-

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