Dicas de sobrevivência

Gosto muito de um programa do Discovery chamado “À prova de tudo” (Man vs Wild, no original e com mais modéstia),  em que o gajo se põe a ensinar a sobreviver em lugares inóspitos e inclementes como o Saara, a Patagônia ou uma ilha deserta na Polinésia. O cabra em questão, um tal de Bear Gryls, “aventureiro prosfissional” (seja lá o que isso for), dá dicas importantes, daquelas que a gente reza pra nunca precisar – e reza mais ainda pra lembrar se a ocasião pedir. Ultimamente eles têm dado muita ênfase às comidas bizarras, como larvas e besouros, e parece haver discussões a respeito da idoneidade do programa. Mas eu gosto.

Dia desses baixei um podcast do programa em que Bear resume as dicas mais importantes para sobreviver em situações extremas, inclusive pela ordem em que devem ser executadas. São as seguintes:

  • Cuide de você mesmo – em lugares como o Saara ou o Alaska você pode morrer em 3horas, se exposto sem proteção. Então a primeira providência de todas é proteger a si mesmo.
  • Sinalize para o resgate – faça uma cruz, improvise uma bandeira, esteja certo de que o resgate poderá localizá-lo. Ou seja: peça ajuda.
  • Procure água e comida, nesta ordem. Back to the basics.

Ele comenta ainda a necessidade de despir-se de preconceitos para manter-se vivo – e isso inclui comer coisas repugnantes e experimentar  – e da importância de ter ao menos  uma razão, absoluta e incondicional,  para sobreviver. Esta condição parece estar por trás das mais dramáticas e inacreditáveis histórias de sobrevivência.

Não sei vocês, achei tudo muito útil. Porque viver é muito perigoso, diria Guimarães Rosa –  sabendo que se pode ficar à deriva sem sequer se aproximar do mar.

Helê

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