Ricos

Eu tenho preconceito contra ricos.

Talvez seja resultado dos muitos anos em um colégio dirigido por irmãs da ala progressista da Igreja: “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino de Deus” foi o mote para muitas discussões ao longo da minha vida estudantil, especialmente porque os alunos do tal colégio em sua maioria pertenciam à camada, digamos, mais privilegiada da sociedade carioca.

Na verdade, não tenho nada contra a riqueza. Aliás, pensando bem, também não tenho nada especificamente contra as pessoas ricas. Ninguém tem culpa de nascer numa família abastada, dirão alguns. É verdade – assim como ninguém tem culpa de nascer miserável, mas vamos em frente. Sendo bem honesta, eu até gosto de cultivar um lado levemente… esnobe? Admito que estou bem mais para champanhe e caviar que para cachaça com torresmo, embora, obviamente, haja tempo e lugar para tudo.

Mas o comportamento dos ricos no trânsito, oh Lord, me tira do sério. Me irrito quando um Audi corta à minha frente no trânsito, sem se dignar a sinalizar com a seta, pois, afinal, é lógico que todos freiam para um Audi passar – quem vai querer uma colisão traseira com um carro desses? Me irrito com a fila de mães em seus carrões na porta da escola bilíngue, estacionando em fila dupla e esperando as babás andarem da porta do carro até a porta da escola enquanto elas, as mães, atravancam o trânsito. Nós que dirigimos nossos carros 1.0 que esperemos, que nos conformemos – afinal estamos basicamente atrapalhando a livre circulação dos que podem mais.

Se bem que rico que é rico mesmo não dirige o carro, contrata um motorista. Ou põe um rádio-táxi na portaria, à disposição 24 horas por dia.

-Monix-

Update:

Este post provocou uma acirrada discussão nos comentários. Portanto, queria esclarecer alguns pontos que merecem mais detalhes.

Antes de mais nada, quero dizer que, pelo menos no meu dicionário, preconceito é uma palavra negativa. Não me orgulho de me sentir assim. Até porque é uma generalização – no texto eu começo fazendo uma afirmação que sabia que seria polêmica, mas logo em seguida explico que na verdade não tenho nada contra a riqueza nem contra pessoas ricas específicas. Um preconceito é um sentimento provocado em nós a priori, uma idéia pré-concebida que não necessariamente tem a ver com a realidade. Quando eu passo na fila de carros diante da tal escola eu vejo a moça toda produzida às sete e meia da manhã, no volante de um Honda Civic da vida, a babá levando as crianças até o portão da escola, e não consigo não pensar que é uma dondoca exploradora e mimada. Mas eu não conheço aquela pessoa, eu não sei nada sobre ela – por isso é um preconceito. É feio. Eu não gosto disso. Escrever esse post, de certa forma, foi uma forma de elaborar esse sentimento e tentar lidar com ele.

O interessante é que eu não pensei muito em nada disso quando escrevi o post. Confesso que tive uma certa indecisão sobre publicar ou não, talvez pressentindo que o tema seria polêmico. Mas acho que o resultado foi interessante, até como exercício, para ouvir opiniões diferentes.

Dito isto, gostaria de devolver algumas bolas que foram levantadas pelos leitores:
– Acho que não ficou claro (por uma falha de redação minha) que eu não odeio os ricos. Preconceito é uma coisa; ódio é outra.
– Achei interessante o questionamento sobre se o preconceito contra os ricos seria “válido”, em oposição ao preconceito contra os pobres, que seria, logicamente, mais condenável. Nunca tinha pensado no assunto dessa forma, e por enquanto não tenho opinião formada. Numa primeira abordagem ao assunto, tendo a achar que não dá para igualar as duas coisas. Um dos grupos é dominante; o outro, excluído. Em princípio, tendo a acreditar que não dá para tratar de maneira homegênea situações, por definição, heterogêneas. Mas prometo pensar mais sobre o assunto.
– A única intervenção direta que fiz nos comentários não foi com o objetivo de criticar a opinião de ninguém: quero que fique claro que opiniões divergentes são sempre bem-vindas, contanto que não sejam ofensivas. Apenas quis fazer uma ponderação sobre a questão do pagamento de impostos, e acho que a leitora Gladys entendeu meu ponto de vista. (O link para o texto do Swift foi uma provocação irresistível 😉
– Como bem observou a Martha, é bom também deixar claro que eu nunca saí amassando Audis no Leblon 😉

A verdade é que estou achando muito interessante esse momento-LLL aqui no Dufas. Só assim mesmo para os leitores saírem da toca e se dignarem a nos deixar seus comentários…

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35 Respostas

  1. so foda hsuhasa

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  2. ai brigada

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  3. pq seu comentário exemplifica grande parte dos preconceitos de classe no brasil de hj. nenhuma crítica a vc pessoalmente. é só um excelente e concentrado exemplo.

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  4. fui eu q escrevi esse comentario pode me excplica por q da pra escreve uma tese alex castro

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  5. n entendi pode me explica?

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  6. caralho, sensacional. dá pra escrever uma tese com esse ultimo comentario.

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  7. A mew olha meu pai é um dos donos da mercedes e quem pensa que o preconceito é so em relção aos pobres ta enganado sendo risa passo por muitos preconceitos diante dos pobres q achao q quem é rico n sabe faze nada principalmente filho e filha de rica q é meu caso e do meu irmao n sabem faze nada passao de ano so pq o pai paga os diretores,n sabem nada sobre a vida e tudo mais e isso é ridiculo n importa o quantidade de dinhero que vc tem mais a educação que vc teve!E por muitos o preconceito é por pura inveja!! tem um colegio publico bem proximo ao meu(q é partgicular claro)e tipo como moro perto as vezes gosto de dexar meu motorista dormir ate mais tarde e ir apé e quando passo na frente daquele colegio com minhas amigas e amigos logo bem indiretas e indiretas!! tipo patricinha é burro e n sei oq playboy é n sei oq mais na versade aposto q todos eles gostario de ter as coisas q nos temos o cartao sem limites,as mansoes,as viajens ao redor do mundo em jatinhos particulares,roupas de grife,sapatos,carros ate limousine,motorista e tudo de bom q o meu pais e do meus amigos pode proporcionar pra gente !!entao em penso vao se ferra!!q dizer q rico tem q respeita pobre mais pobre n precisa respeta rico,branco tem q respeta preto mais preto n tem q respeta branco !entao eu acho tudo isso ridiculo se eu flace pra quelas meninas vao se ferra vcs sao pobres nunca vao ter1/8 do dinhero q eu gasto no shopping ou no salao em um dia ai é preconceito mais les tirerem com a gente ai pode ,mais tambem acho q n podemos generalizar,saou amiga de muitas pessoas q tem menos condições q eu e n tem nada a ve,se me tratao bem pode ter serteza q serao tratyados bem agora se me tratarem mal vou tratar pior ainda!bom é isso bjus pra todos!!

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  8. A emenda saiu pior que o soneto.

    Seu texto é puro preconceito idiota: “Me irrito quando um Audi corta à minha frente no trânsito, sem se dignar a sinalizar com a seta”. Ora, quem lê isso parece que apenas ricos fazem barbeiragens no trânsito, né? Eu também já passei por situações similares com carros de pessoas supostamente ricas, mas também com fuscas e outros carros populares e também com mulheres. Nem por isso eu julguei que aquele comportamento era característico de um pobres ou de mulheres.

    Não existe diferença alguma na sua colocação com relação a mesma colocação que algumas pessoas fazem sobre os pobres: “Todo favelado é bandido”. Favelado não é bandido, da mesma maneira que nem todo rico é prepotente e desrespeita o trânsito.

    Agora me diga: qual o motivo concreto você tem para ter preconceito contra ricos, além desta justificativa ridícula sobre o trânsito? Talvez porque eles tem mais dinheiro que você? Ou talvez porque eles supostamente são esnobes?

    Esnobes existem em qualquer lugar, independente de sua classe social e ao meu ver pessoas que tem algum tipo de preconceito com relação a ricos é por pura inveja em não ser capaz ou não ser tão esforçado em ganhar tanto dinheiro quanto alguém que se matou de trabalhar para fazer sua fortuna. Se você é frustrada por não ter tanto dinheiro então não precisa arrumar desculpas para denegrir a imagem de quem tem.

    Isso me lembra muito aquelas pessoas vêem uma mulher bonita e logo falam: “com certeza deve ser burra”. Simplesmente patético.

    Aliás, o mais patético de tudo isso é o comportamente padrão do preconceituoso em tentar arrumar uma desculpa depois que fala ou escreve alguma besteira. Como bem disse Arnaldo Jabor: “todo mau-caráter tem uma racionalização que o absolve e justifica!”

    Agora vá em frente. Fique a vontade em rejeitar este comentário e não deixar público seu preconceito. Não estou escrevendo isso para alguém mais ler além de você mesmo. Coloque na mão na consciência e se torne uma pessoa melhor.

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    • Da mesma forma que achamos que todo psicopata parece tão inteligente quanto você, vegidio? Ou você é apenas um mentiroso por esporte?

      Muito bom seu texto, mesmo vindo de alguém tão doente.

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  9. Por favor, substituam o “latente” da terceira linha por PATENTE…pequeno erro de digitação que quase fez um estrago no senso de justo da Mônica.

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  10. A cachaça e o torresmo mandaram dizer que ficaram muito ofendidos. Você sabe que sou amigo íntimo dos dois. Fiz portanto sua defesa. Disse a eles o quão justa você é, ou tenta ser. E é talvez esse senso de justo, tão latente em você, que te faça se insurgir contra os “ricos” e suas atitudes arrogantes. Enquanto não nos tornamos ricos, e talvez nunca nos tornemos, insurja-mo-nos todos (se isso estiver certo foi cagada) contra esses comportamentos prepotentes. Se, por outro lado, um dia a riqueza chegar…bom, isso é outro papo.
    Beijão Moniquinha.

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  11. Só corrigindo, não quis dizer que sou pobre. Quis dizer que o que é público não é só para quem é pobre, qualquer um pode colocar seus filhos na escola pública. Eu poderia pagar uma escola particular para meu filho, como pago para minha filha, mas optei pela pública, que é um direito. E com as duas escolas estou bem satisfeita, e quando não estou vou lá e reclamo igualmente. Quis dizer também que imposto de renda não é o único imposto que existe (apesar de que eu pago o IR também).

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  12. Eu não tenho um audi, tenho um carro 1.0, e um filho em escola pública, mas pago imposto de monte!

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  13. Monix,
    Estou agradecida por suas palavras, tenho certeza absoluta que você sabe que eu não quis ofender, só temos opniões antagônicas.
    E adorei sua provocação 🙂 só uma mulhar inteligente como você e Helê provocam e ganham admiradores.
    Eu gostaria de dizer que ,o que ressaltou deste momento LLL foi como você e a Helê são democráticas e receptivas aos debates, não pessoais, debates democráticos ,com visões diferentes mais pertencentes ao mesmo ecosistema , mesmo estando ecodistantes, como ensinou meu prof. do DAN, porque nós brasileiros, felizmente somos assim, ecodistantes mais no mesmo ecosistema.
    Somos católicas pró aborto, somos homofóbicos que tem amigos gays e somos feminista com amigos machistas, somos humanos e somos uma comedia como bem diz o Alex.
    Mais vocês demonstraram que são acolhedoras e democráticas portanto continuo leitora e fã.

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  14. Há tempos atrás ouvi alguém dizer que uma camiseta com a inscrição: “100% negro” denotaria preconceito, e que se um branco usasse a mesma camiseta com a inscrição 100% branco, corria o risco de em alguns lugares ser linchado. O raciocínio não procede, pois materias de afirmação e valorização do povo negro derivam justamente de uma reação ao preconceito sofrido, chama-se a isso grito dos oprimidos.
    De fato nenhum tipo de preconceito deve gerar orgulho. Mas penso cá com meus botões quanto desse desconforto diante dos excessos que vejo as vezes é preconceito (por desconhecimento) ou uma revolta muda, latente com o que eles representam.

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  15. Aos que acham que preconceio e ódio são a mesma coisa, eu só tenho a lamentar profundamente.

    Luciano.

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  16. Nota: duas pessoas nos comentarios trocaram, ao digitar, a palavra poBRE por poDRE.
    Abraços a todos, a discussao ta boa.

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  17. sim, eu confesso q tava acompanhando achando a maior graça e esperando quando alguem iria dizer alguma coisa… ter preconceito contra negro, contra pobre, etc, eh o fim do mundo… contra rico parece que eh nao só aceitavel, como recomendado… muito engraçado isso… talvez o mais engracado seja o povo manifestar um preconceito escroto contra um grupo ao mesmo tempo em que critica o preconceito escroto da outra contra outro grupo, e nunca enxergar a contradição gritante… os humanos sao uma comedia 🙂

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  18. Gentem, vcs juram que o preconceito de uma e pior que o preconceito da outra.Na boa, 02 pessoas com opnião diferentes e iguais.uma tem preconceito contra pobre a outra contra rico, e vocês dão lição de moral na que tem preconceito contra pobre, porque e feio ?!.
    as 02 merecem lição de moral, e as 02 estão corretas em dar opnião, vivemos num país livre. uma não vai deixar de ir no shoping leblon, assim como a outra não vai deixar de ter descontado seu imposto, e ambas tenho certeza se comportam decentemente na frente de pobres e ricos, pelo menos nunca soube que a monix andou amassando audi no leblon . e tb não vi no jornal nenhuma louca matando crianças em escolas publicas.
    ta ai o exemplo do gabeira, que por preconceito chamou uma vereadora de suburbana, e nem por isso o gabeira deixou de ser um cara admiravel, um cara honrado, pelo amor de deus vocês massacram as pessoas por elas
    pensarem diferente de vocês, e ainda chama o outro de preconceituoso?

    Hello pessoal, na boa, menos vai

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  19. Claro que em muitos momentos compartilho deste preconceito contra ricos, porque é mesmo muito irritante ver alguém que tem acesso a educação, alimentação, cultura, lazer, a tudo e mais um pouco, simplesmente desconsiderar a presença do outro. A “riqueza” deveria trazer consigo o conceito de responsabilidade, e não de impunidade. Passar na frente, parar no meio da rua, dar um jeitinho – são atos que não se justificam. Não há pele que se salve assim.

    Mas mais bizarro ainda é ver tanta xenofobia. Se no primeiro mundo culpa-se o imigrante pelos problemas, aqui é o pobre (e se for imigrante pobre, pior).
    E não se trata de ser condescendente, por favor. Ninguém está sendo bonzinho com os pobres. Qualquer um sabe que quanto mais pobre, mais imposto se paga, já que o imposto embutido em cada produto consumido pesa mais (muito mais) no bolso de quem tem menos.

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  20. Bah… Que triste, viu.

    A gente sabe que tem… Mas ler assim é deprimente, sô.

    Mas ó, o pior ainda está por vir, viu?
    Teremos ainda muito mais filhos.
    E os educaremos mesmo com toda precariedade que o pagamento do SEU imposto nos permite. Tomaremos à unha não só a saúde mas TODOS os direitos fundamentais (em todos os espaços) principalmente nos espaços públicos, financiados com o SEU dinheiro.
    As patentes e direitos de propriedade vão sofrer golpes ainda mais duros.
    Trata-se, como diz o poeta, “do dia que não verei, mas que virá, com certeza”.

    Desculpe, gurias. Não deu pra segurar.

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  21. Nossa, acho que nunca em toda minha vida, vi tanto ódio junto em tão poucas palavras.
    Mas acho que essa é uma diferença significativa, enquanto os pobres ou os não ricos tem algum preconceito, ou algum incomodo com os Ricos, por razões menos essenciais à vida, como transito, um Audi e a ostentação, os podres causam asco, nojo e ÓDIO.

    É realmente espantoso como uma pessoa pode unir todos os “pré conceito” em relação às classes baixas e fazer disso uma verdade.
    Pobre não paga imposto! Tem filho igual a coelhos! USAM, atentem ao detalhe nada sutil, usam escola PÚBLICA! roubam energia, água e pasmem….roubam a tv à cabo!

    Não sei em que mundo essa moça vive, mas definitivamente, não é o mesmo que o meu. Quem tem contra-cheque é pobre, rico tem receita, lucro e superávit.

    Quem paga a conta nesse País são os que ela chama de ladrões, são aqueles miseráveis catadores de lixo, que sobrevivem do lixo que ela produz, sem o menor respeito a vida, são os infelizes pequenos produtores rurais, que pagam altíssimas taxas de juros para conseguir um crédito agrícola e ainda tem rezar muito para que chova na medida certa, que faça sol na medida certa, por que se não perderam sua pequena roça para os banqueiros.

    Se eu for tentar explicar a diferença a essa moça do que é Publico para o que é Privado, ainda levaria algumas laudas escrevendo, e mesmo assim, diante de tanta desinformação, acredito que não iria servir nem para faze-la refletir sobre suas palavras, e além do mais, acho que esse não é o local nem a hora de tentar fazer isso.

    Mas não poderia deixar de registrar minha indignação com um comentário tão infeliz.

    Mas uma vez, desculpe pelo uso do espaço de uma forma tão extensa, mas não deu para fazer diferente dessa vez.

    Luciano.

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  22. EU AMO A GLADYS!!!!! GLADYS PRA PRESIDENTA!
    Falta de educação não é privilégio de rico ou pobre, seguindo a linha de pensamento do post, posso pensar que mães/pais são mal educados, na minha rua tem uma escola e sempre tem uma mãe/pai que para no meio da rua pra largar seus rebentos, além de sem educação não pensam na segurança dos filhos, criança não se larga no meio da rua, mas isso sou eu que penso, que também odeio pobre.

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  23. Antes fosse só no trânsito. Ainda existem as filas de mercado, as lojas de roupas, atendimentos em hospitais, filas de espera…

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  24. Monix.
    Poxa, eu não queria te chatear e nem quero causar polêmica boba, só não acho que os ricos me chateiam mais que os pobres.
    Acho que você tem razão, rico não paga imposto, e acho que no Brasil todos nós somos culpados, ricos, pobres e médios.
    Eu não sou hipocrita, não quero comer criançinhas, mais também não quero pagar pelos excessos deles.
    E só isso, não é uma opnião pra te ofender, até porque sou sua leitora, nem é uma opnião que vai mudar algo no Brasil, só não acredito que, do jeito que estamos dá pra ser condencedente nem com ricos e nem com podres porque estamos no memso barco e cada um tentando salvar a própria pele, ou melhor tentando “dar um jeitinho” e realmente e isso que eu odeio, um povo que só quer viver no jeitinho.

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  25. Gente…

    Que tá acontecendo??????????????

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  26. Que post tão oportuno… Eu penso a mesma coisa todo dia, especialmente falando de trânsito. Nunca vi tanto carro importado como aqui em cuiabá, e nunca vi um trânsito tão selvagem, com tanta gente sem educação e selvagem como aqui.
    Infelizmente as pessoas enchem o bolso de dinheiro antes de encher a cachola de educação, cortesia, gentileza, civilidade… Muita gente se forma doutor sem antes aprender a respeitar a fila do parquinho no jardim de infância, daí, dá nisso.

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    • Se fosse por causa do trânsito aqui de Salvador, eu teria que dizer que tenho preconceito de baiano. Porque dirigir aqui é uma tarefa zen; Precisa exercitar muito a paciência. Eu tenho uma teoria: quando as pessoas entram em seus carros, elas passam a se sentir mais anônimas (será que dá pra entender? Vc não vê o rosto de quem dirige cada um dos carros. Então cortar pela direita, pelo acostamento, não dar seta, atravancar o trânsito e tosquices afins, são feitas sem o ônus da vergonha de ser reconhecido), por conta disso o motorista se mostra sem meascaras. Sabe aquele lance de fazer a coisa certa quando ninguém está olhando? Pra mim é por aí. Salvador daria uma tese sobre isso.
      Infelizmente, por aqui, dirigir mal e não ter educação não é uma singularidade dos ricos. Vc vê Audis e brasilias cometendo as mesmas infrações. É Phoda!

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  27. Cara Fridas,
    na boa sem querer ofender
    Eu odeio pobre.
    Eu não gosto de pobre pq eles fazem filhos que nem coelhos, ai usam a saúde pública sem nunca terem pago um tostão de imposto, ai usam as escolas
    públicas também, sem pagar um tostão de impostos. Impostos estes que eu sou obrigada a pagar no meu contra-cheque.
    Eu odeio pobre porque meus impostos pagam o vale gás, o bolsa saúde e não pagam nem meu plano de saúde nem meu gás
    Detesto pobre porque eles não podem ter un DVD, nem um brinquedo ou roupa de marca, e ai vão comprar tudo falsificado no camelo, o que gera mais desemprego.
    Eu odeio pobre porque eles roubam energia, tv a cabo e água e eu pago todo mês.
    Eu odeio pobre porque ao invés de votar decentemente para cargos públicos,
    eles acham que tudo é destino de Deus e elegem sempre os mesmo crapúlas para para roubarem meu país.
    Eu gostaria que no Brasil fosse instituída a seguinte regra, só vota quem paga imposto,só pode usar hospital e escola quem paga imposto.

    Cara Gladys,
    Se a sua proposta fosse aceita, provavelmente muito poucos ricos poderiam votar. Com o perdão da generalização grosseira, eles em geral preferem pagar ao contador que ao Fisco, salvo exceções. O que na prática não faria muita diferença, pois o topo da pirâmide é proporcionalmente tão pequeno que o voto dos ricos não influencia tanto assim o resultado das eleições.
    De resto, sugiro a leitura da modesta proposta de Johnattan Swift para a solução de problemas semelhantes na Irlanda do século XVIII:
    http://www2.fcsh.unl.pt/deps/estportugueses/escritos/Swift_Proposal_H_Barbas.pdf
    Beijos,
    Monix

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    • Olá, li esse blog hoje pela primeira vez…acho que esse tipo e qualquer outro de preconceito é ridículo…devemos conviver com as diferenças…hoje eu fui almoçar com um grupo do meu trabalho e comentei que precisava comprar roupas pra ficar em casa (short, blusas e etc)…disse que iria a Renner…fui bombardeada…como assim? “Eu compro roupas na Renner para sair”, disse uma das pessoas…
      Eu sei que sendo uma loja de departamentos encontramos de tudo e só pelo meu comentário fui classificada como esnobe…O QUE É ISSO MINHA GENTE?
      Provavelmente essas pessoas que não ligam a seta pq acham que podem tudo, ou param em fila dupla são pessoas mal-educadas…pessoas de berço, normalmente tem educação…mesmo que depois ficam muito pobres ou muito mais ricas…tem muito rico e muito pobre por aí sem educação…

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  28. Juro que este preconcieto (feio tbm) eu achava que era meio que loucura minha.
    Resultado da minha (curta)passagem por um colégio de irmãos não da ala progressita, mas da ala (mais)dinheirista da igreja, hehe.
    Upa!

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  29. poxa, vou perder essa de novo? 😦

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  30. Mudando totalmente de assunto:

    Semana que vem, vou ao Rio de novo. Chego na terça de manhã e volto na quinta à noite. Quem sabe as Fridas não me levam pra tomar um chopp de noite na terça ou na quarta? Hein, hein?

    Meg, a oferecida.

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  31. Monix,
    eu compartilho desse preconceito. Acho a atitude dos ricos, em geral, arrogante. E não só no trânsito. Quando ainda era casada e, portanto ainda tinha um pouco mais de dinheiro (embora estivesse looonge de ser rica) matriculei minha filha mais velha num colégio de elite aqui de BH (o meu Uno Mille era o único carro nacional que parava na porta, pra vc ter uma idéia). O fato é que ela só ficou lá meio ano. Vi coisas terríveis, mães fazendo questão de ensinar aos filhos que eles podiam mais que os outros, que tinham mais direito que os outros, apenas porque eles eram Eles.
    Enfim, caráter não se mede pela conta bancária. Nem pra mais, nem pra menos.

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