Passagem

Muitos anos atrás eu participei de uma celebração de páscoa realizada a partir da tradição judaica. Se não me falha a Dona Memória, aquela velha louca, para os judeus a data marca a saída do Egito e a travessia do Mar Vermelho –  passagem, Pessach.  A versão deles é ligeiramente diferente daquela que Roliúde gravou na nossa lembrança ocidental:  Charlton Heston barbudo, grave e poderoso brandindo seu cajado e sendo atendido por Deus mais rápido que num SAC. Não, na história que me contaram naquele dia, ao chegar às margens do Mar Vermelho, sem poder voltar por ter um exército no seu encalço, o povo desesperou-se, mas   uma pessoa jogou-se no mar com nada além da fé. Rezou ao Senhor pedindo que Ele os ajudasse e atirou-se ao mar – sem saber nadar, sem saber o que aconteceria, sem garantia alguma; apenas com fé. E segundo a tradição judaica foi a fé dessa pessoa que salvou a ela e aos seus; foi a fé que abriu o mar para que o povo passasse.

A mim encanta essa versão. Portanto, sugiro que você cultive sua fé, seja ela qual for.

E boa passagem.

Helê

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