Banquete russo

O Dia dos Namorados já passou faz um tempinho, né? Mas eu queria escrever com calma e por isso segui meu lema de sempre: antes tarde do que mais tarde. 😉

Este ano, escapamos do troféu Casal Tupi-Guarani 2009 comemorando a data com um almoço em Teresópolis. O restaurante Dona Irene, especializado na culinária russa da época dos czares, oferece um verdadeiro banquete, com direito a entradinhas frias, depois bolinhos quentes com a famosa sopa borsch (à base de beterrabas), mais uns petiscos quentes, e finalmente o prato principal.

entradas russas

 

 

 

Foto daqui.

As entradinhas são um ótimo começo, e o segredo é o equilíbrio nos sabores: há desde o arenque defumado, de gosto forte, até os suaves canapés de pepinos, passando por patês, conservas, maioneses e ovos cozidos.

Os petiscos quentes são muito bem temperados, e as frituras, crocantes e sequinhas, na medida certa. A sopa combina bem com o clima da região serrana do Rio – que, se no verão é agradável, no inverno permite aos cariocas enregelados, como eu, tirar os casacos pesados do armário para dar sua voltinha anual.

O prato principal deve ser escolhido no ato da reserva (e o restaurante só aceita clientes com reserva). Tente fugir à tentação de pedir os óbvios estrogonofe e frango à Kiev – embora digam que o estrogonofe de lá é o melhor de todos etc e tal, e eu acredito que seja. Mas se é para cair de cabeça numa experiência russa, eu acho que vale a pena aproveitar para provar pratos diferentes. Deixe para comer o estrogonofe na Polonesa  e conheça delícias típicas como o varênique, da Ucrânia (“pequenos pastéis recheados de batatas e ervas, acompanhados de escalopinhos de filé mignon grelhados e cebolinhas empanadas”), ou o podjarka (“escalopinhos de filé mignon, escalopinhos de frango, champignons, molho de ervas, batata noisette, flambados na hora de servir”). Sim, você leu direito, este último leva carne e frango, assim, juntinhos.

Depois dessa orgia gastronômica, o freguês ainda tem direito a uma sobremesinha. Quem não for dirigir pode degustar a vodca da casa, que, dizem, é ótima. Eu preferi me poupar de problemas com as autoridades e fiquei na água sem gás.

É comida pra mais de uma semana. Mas dá para comer em duas ou três horas e reservar o resto do tempo para um belo passeio na serra. 🙂

-Monix-

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