Thriller*

Sei não, vai ver tô ficando velha (alta probabilidade). Mas tenho a impressão que faz tempo que talento, qualidade e  vendagem não se encontram na cena musical. E a última vez aconteceu há exatos 26 anos. A encruzilhada desses três fatores gerou o disco mais vendido da história da indústria fonográfica mundial, produzindo algo que consegue atrair atenção até mesmo dessa geração digital. Refiro-me, claro, ao Thriller de Michael Jackson. Quando chegou lé em casa uma edição especial comemorativa, com o cd e um dvd dos clipes, a casa parou. Eu, a empregada e minha filha ficamos curtindo as canções, as danças, rindo do que hoje soa tosco, admirando o que ainda brilha e encanta. Mesmo tampando os olhos quando Michael vira lobisomem a pequena sempre pede pra rever os clipes, e acho que entendeu a minha primeira explicação, quando o vídeo estava sendo exibido numa loja e eu parei pra ver: “Era o meu High School, filha”.

É, acho que depois disso nada que vendeu tanto foi tão bom, e nada tão bom fez tanto sucesso. Ou não –  corrijam-me, se puderem.

Helê

*Post guardado na seção de rascunhos desde outubro do ano passado, editado pela última vez em 16 de maio e finalmente publicado hoje, ainda sob a incrédula reação à notícia da morte de Michael, que me foi dada por Toni Platão. Mas isso fica pra outro post.

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