Outro tricolor querido

Quase que o lado negro da força venceu, mas na última hora eu fui conferir o show do Toni Platão no xópin (durante o qual ele divulgou a notícia da morte do MJ, foi assim que eu soube). É, pois é, eu imaginei que um show na praça de alimentação do xópin teria altíssima probabilidade de ser uma roubada. Mas como conjunções astrais sacanas impediram tentativas anteriores de ver o show do cidadão, lá fui eu, no melhor espírito “é 0800 tá valendo”. Pois assisti a um bom show de cerca de uma hora, com banda competente, a dois metros do palco. E confirmei: ele é tão sedutor quanto sua voz rouca – na 2ª ou 3ª música, público ainda frio, um senhor mandou a plenos pulmões “Suculeeento!”. Faço minhas as palavras dele.

Sex appeal à parte, Toni Platão deixou de ser (apenas) uma das melhores vozes da sua geração pra ser um dos melhores intérpretes da música brasileira atual. Ao vivo, a voz dele parece ainda mais potente e bela, e ele faz leituras saborosas e inteligentes, como cantar “Amor Meu Grande Amor” como um tango e unir “Crazy Little Thing Called Love”, do Queen, com “Eu sei”, do Legião. Enfim: pra ser melhor, só se  ele fosse flamenguista.:-)

Helê

Pra quem quiser ouvir o moço, há áudios disponíveis no site dele.
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