Circuito das Estações Adidas – Inverno

Essa foi uma corrida com emoção, como alguns passeios que se faz no nordeste. Pequenos detalhes que não sairam como o combinado e encontramos nossas inscrições a apenas 2 minutos da largada. No fim deu tempo, como Caetano Veloso havia previsto. Explico: em casa, enquanto me arrumava, assisti a um trecho de Coração Vagabundo (recomendo!) em que Caetano diz que  com a idade perdemos a ansiedade, lidamos melhor com o tempo, percebemos que dá tempo de fazer as coisas. Uma hora depois, ansiosa e quase estressada, compreendi que ele tem razão.

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Acontece uma coisa muito interessante quando participo de corridas de ruas: todas as que fiz até aqui aconteceram no domingo, com largada às 8hs. Então saio de casa bem cedo, e pego um ônibus que promove uma improvisada versão do feitiço de áquila ao reunir tribos aparentemente antagônicas, sem que haja interação entre elas. Os corredores e peladeiros do Aterro dividem o coletivo com sambistas voltando  das quadras e com boêmios renitentes, que estão deixando a Lapa com o raiar do dia. É um encontro curiosíssimo; nota-se  inveja, reprovação e admiração de ambos os lados, mas permanece uma distância regulamentar entre os grupos e um silêncio respeitoso.

E como o mundo não é assim tão separadinho como nossa cabeça às vezes insiste em arrumar, encontrei boa parte dos corredores tomando café da manhã, após a corrida, no bar. Bebendo chopp, às 9h30 da matina – e nem era carnaval, como bem pontuou a Manu.

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Procurei gerenciar meu ritmo e minha animação porque  sou daquelas que se empolga com a música e desembesta, sendo obrigada a reduzir depois, sob pena de tropeçar na própria língua. No meio da prova mantive o ritmo ao som de “Toda donzela tem um pai que é uma fera” (uma canção do tempo em que a Baby era Consuelo). Corria sabendo que poderia ir mais rápido, mas era melhor não, naquele momento. Perto do fim me diverti com o tema dos Flinstones, quase me imaginando naquele carro. E pela primeira vez consegui dar o tal sprint final. Nas corridas anteriores já cheguei esgotada nos últimos 500m, mas nessa estava tocando a música do Rocky Balboa, e estava acabando, e eu achei que não podia perder a oportunidade de cruzar a linha de chegada com esta trilha. Acho que valeu a pena e teve reflexo no meu tempo final, que foi 00:30:47.90.

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E você, Ludmila, como foi?

Helê

5 Respostas

  1. U-A-U! Você é minha ídala, Helê! Que tudo esse seu tempo! Parabéns!

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  2. Nooossa, que máximo! Ou melhor, que mínimo! O tempo, claro: 5 km em meia hora? Caramba. Eu parei em julho, preguiça, férias, tal. Aí voltei ontem pra academia e marquei na esteira. Em meia hora eu só corri/caminhei 2 km e pouquinho. Ou seja, se tivesse corrido contigo, a hora que vc cruzou a linha de chegada eu ia estar me aproximando da metade do percurso, que horror.
    Tou aqui batendo palminha pra você. Beijos!

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  3. Uau, Helê, parabéns!

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  4. Acabo de ler em uma dessas revistas de corrida algo que concordo: “nessas corridas de rua está sempre quase todo mundo de bom humor”. Acho que todos deveriam experimentar. É ótimo participar desses momentos com você, Helê. Da próxima vez podemos nos juntar ao grupo do Belmonte para bebemorar nossa corridinha em ritmo de carnaval rsrsrrs

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