Herbert de perto

Nesta semana assisti a “Herbert de perto” – graçadeus sozinha, que assim eu pude gargalhar e chorar à vontade, sobretudo chorar. Não é um filme triste, mas tocante. Tanto pela tragédia que Herbert viveu quanto pelo amor que sedimentou  sua recuperação: a dedicação da família e dos amigos  – em especial a relação dele com o irmão Hermano – é  comovente.

Trata-se de um documentário bem feito e sem grandes revelações. Mas para mim e para alguns da minha geração (alô, André!) acaba sendo também documento da nossa própria vida, nós que fomos crescendo e envelhecendo junto e ao som dos Paralamas do Sucesso (menos o Barone, que esse não envelhece,  parece ter a mesma cara até hoje!). Eu me acabei de dançar com “Óculos” e me achava transgressora aos 14 anos cantando “qual é seu guarda/que papo careta!”.  De lá pra cá, várias músicas estão relacionadas com uma fase, evento ou a determinadas pessoas na minha vida. Lembro exatamente de onde estava quando soube do acidente com o Herbert, da angústia ao acompanhar as manchetes diárias, da imagem de São Judas Tadeu enviada pelo Flamengo para ajudar um de seus torcedores mais fiéis. Então foi inevitável essa simbiose entre a trajetória dele(s) e a minha; foi como ver um pouco da própria vida na tela e rever momentos marcantes da vida de alguém a quem quero muito bem – a despeito de nunca tê-lo encontrado, e que provavelmente nunca encontrarei.

Helê

7 Respostas

  1. Quando fui ao primeiro show dos Paralamas com o Herbert na cadeira de rodas que teve aqui em Brasília fiquei emocionada pensando que houve um momento em que eu achei que nunca mais iria a um show deles. Mas pude ir a vários, felizmente, e no último, há um mês, no Porão do Rock, aqui na Esplanada, a Natália foi comigo, foi muito legal!

    Ainda vou chegar aí nessa parte, de curtir coisa minha com os filhos, acho que deve ser uma onda muito especial, Ju.
    Beijoca,
    Helê

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  2. Bah, Helê, adorei o post e fiquei tri curiosa para ver o filme.
    Como é bom ouvir e ver coisas que marcaram épocas da tua vida, não ?
    Tempos atrás coloquei no meu blog sobre músicas que lembram certas coisas e épocas. Viajei !!!

    bjs

    Veja e depois conte se a sua impressão “bateu” com a minha.
    Aquele Abraço,
    Helê

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  3. No último sábado saí para dar uma volta no shopping e resolvi assistir “Herbert de Perto”. Se eu não me identificasse totalmente com a música e com “os caras” já teria sido emocionante. Tendo acompanhado a trajetória de perto, é impossível não se envolver com o filme, que prende a atenção do início ao fim. Do Herbert chamando o Herbert de 20 anos atrás de mané, até o “recado” transmitido no Rock`n Rio, passando por um momento de privacidade em que ele pede ao câmera para não lhe acompanhar, o filme é impecável. Sem falar na referência a minha querida Rural, onde, na minha opinião, tudo começou de verdade e um cara que tinha bateria apareceu para salvar a dupla aventureira (Bi e Herbert). Nem a ausência de depoimentos do meu amigo João Fera diminuiu a importância do documentário.

    Mais um paralâmico se presentando. :-)
    Obrigada pelo comentário e volte sempre, Marcelo; a casa é nossa.
    Abração,
    Helê

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  4. Helê, não é por nada não, mas seus três últimos posts estão lindamente escritos. Tipo…vc anda arrasando sabe como é?

    Ô, querida, obrigada. :-)
    Beijão,
    Helê

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  5. Ai, quero MUITO ver esse filme – meu pai é fã, vc deve saber, além de meu maior companheiro de cinema. veremos juntos com certeza.
    eu queria só dizer que não é só o pessoal da sua geração que tem uma relação profunda com os paralamas: eu também tenho, sabia? ouço os caras desde que eu me entendo por gente, e pra cada música deles eu tb tenho um momento, uma memória. eu era criança, mas me lembro perfeitamente do acidente e do medo que eu senti quando percebi que ele muito provavelmente não ia resistir – e também da alegria imensa que eu tive quando o vi saindo do hospital. logo depois, num dia dos pais, encontrei com ele ainda bem debilitado num restaurante, e foi um dia muito simbólico pra mim, ele estava com os filhos, os amigos, o irmão. eu nunca mais vou esquecer.
    o paralamas também faz parte da minha vida. intensamente. =)

    Oi, Livia; adoro te ver por aqui.
    Bom, taí registrado, a geração posterior reivindicando assento na platéia emotiva paralâmica.
    Aha, uhu, o paralamas é nosso! :-)
    Beijo!
    H.

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  6. Eu tb acho que vou chorar horrores no cinema…

    Fefê, comadre, tem choro doído e tb choro feliz, vale a pena.
    Beijo, saudade.
    Helê

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  7. Eu vi o trailer no cinema e fiquei suoer emocionado.Agora então com esse aval, tô correndo pro cinema!
    Esse André sou eu?rsrsr….

    Esse cara faz parte de minha formação musical e de vida também, cresci junto com ele mesmo e acima de tudo RUBRO-NEGRO!
    bJS.

    Claro é vc, criatura!
    Bj,
    Helê

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