E tem dias em que ninguém pode, ninguém está, ninguém atende. Foda, viu? Primeiro você tem que vencer as distâncias, o constrangimento, o medo de ser mala. Então, quando você finalmente telefona, escreve, bate à porta, entra no MSN, ninguém está disponível. E isso não quer dizer muito mais que isso mesmo: naquele momento aquela pessoa não pode estar com você. O que não significa que ela não queira em outro momento, nem que você é um looser patético. Mas é difícil. Muito difícil não transformar isso em uma miríade de sentimentos negativos, o diabinho saltitando na sua cabeça e rindo da sua cara com vontade. Lembro do filme “Ele não está tão afim de você”, da cena em que a Drew Barrymore diz que antigamente era só saber se o telefone ia tocar ou não. No máximo, uma secretária eletrônica que dizia “nenhuma mensagem”. Agora não, tem e-mail, sms, twitter e mais uma meia dúzia de outras maneiras de ser rejeitada. Em tempo real. Unbearable. Tem dias que de noite é assim mesmo. Ou, como disse muito melhor o Chico, tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.

Helê

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