Todos os Santos

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Domingo, 1º de novembro, foi dia de todos os santos, e por conta de uma dica da Gata Dedeia fomos Las Duas à Procissão de Todos os Santos, que este ano partiu do Largo de São Francisco da Prainha e percorreu a Gamboa – um dos bairros mais antigos do Rio de Janeiro – até a rua Pedro Ernesto, na antiga Praça da Harmonia (que, além de ser um nome lindo, tem tudo a ver com o caráter ecumênico de evento).

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A procissão, embora pouco conhecida, já é um evento tradicional da cidade, e é promovida pela Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades, vejam que luxo. A ideia é ampliar a celebração católica a todos os santos, de todas as religiões. O local escolhido como ponto de partida não podia ser melhor. É um dos lugares da cidade com mais axé, uma energia positiva que transcende a beleza pitoresca do casario antigo e contagia o ar. Estar ali é de arrepiar, por si só. O alto astral da turma que comanda a procissão completa o clima de alegria e celebração da espiritualidade. Os trabalhos se iniciaram com um canto que dizia que um abraço, quando dado por alguém de bom coração, é uma benção – e não é?

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Outro cântico anunciava uma chuva de flor, e nos pusemos a pensar o quão ecumênicas são elas, presentes em todas as tradições que pudemos lembrar. No final do evento, fomos abençoados por uma chuva real,  purificadora. E para não sair do clima, almoçamos no restaurante Nova Capela, onde pedimos uns bolinhos de bacalhau simplesmente divinos.

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Encerramos nosso encontro com a promessa de incluir a procissão de Todos os Santos no nosso calendário anual (as Fridas temos cá nossas tradições particulares). Ano que vem tem mais.

No DufasDial, uma canção daquele que possivelmente é nosso cantador mais esotérico e ecumênico, Gilberto Gil, defendida numa suave versão de Moraes Moreira:  Procissão.

Las Duas Fridas

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