Família, família

Poucos meses atrás o jornal O globo publicou uma inquietante matéria sobre pais que recorrem a juízes e conselhos tutelares para estabelecer limites que eles não conseguem. Parece que o fenômeno desconhece classe social, e talvez seja mesmo complexo, muitas variáveis envolvidas. Mas por favor, não me venham dizer, nem mesmo insinuar que são as novas famílias que favorecem a falta de autoridade. Como se famílias não-nucleares por si só fossem um mal. Não, são novas tentativas de felicidades, e o que se tem hoje é mais liberdade para recusar e tentar. Do contrário, continuaríamos em 1950: famílias muito bem constituídas, reprimidas e funcionando maravilhosamente bem como matéria prima para as crônicas de Nelson Rodrigues.

Helê

Da série Infames versões

Se eu quiser fumar eu fumo

Se eu quiser beber eu bebo

pago tudo que eu consumo

com o seguro desemprego

Helê, a que não perde nem a piada nem a métrica

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