Salvar o nome

Minha amiga Mônica propôs iniciarmos uma campanha para salvar nosso nome. Não sei se simplesmente saiu de moda ou se virou um nome de “adulto” (assim como Marcelo, Cláudia e outros, que quando éramos pequenos abundavam nas listas de chamada e agora são sempre os nomes dos pais de alguém, repararam?).

O fato é que não conheço nenhuma Mônica com menos de… sei lá, 30 anos? O que nos leva à conclusão óbvia que se não fizermos alguma coisa na próxima geração, nosso nome será extinto. O que seria uma pena.

Mônica: Do grego Monachós, derivado de Monos: “um, só, solitário”; traduzido, por extensão, como “monja”.

(O Livro dos Nomes, Regina Obata)

De meu avô, que era filólogo, aprendi que o significado do meu nome seria “única”. Acho lindo, e mais auspicioso que os significados encontrados na bibliografia comum.

Amo este nome, e infelizmente não posso passar adiante por conta própria: sou mãe de um menino, e imagine se alguma nora no mundo iria batizar sua filha com o nome da sogra? ;-) (Essa conclusão na verdade não é minha, e sim da minha amiga-xará, que também tem um menino.)

Diante das circunstâncias, só nos resta apelar para as gestantes do Brasil e demais países lusófonos: Salvem a Mônica!

-Monix-

Interrompemos nossa programação…

… para explicar aos leitores porque o post  Sobre o poder e os efeitos do elogio sumiu. Ele está disponível no site, mas como ele era uma reedição, agora voltou ao passado, em 2005.

É que o uordiprez tem essa ferramenta em que você fixa um post na frente dos outros e pode ficar assim enquanto você determinar; depois ele volta a aparecer de acordo com a data. Quis fazer um teste e ver como funciona; acho que não muito bem porque nem todos perceberam que era uma reedição, e houve quem voltou à procura dele e não encontrou.  A gerência pede desculpas por qualquer transtorno e solicita que os fregueses voltem à casa para desfazer uma possível má impressão ;-) .

PS: Lembrando que há ali em cima uma ferramenta de busca para encontrar  posts perdidos.

Helê

Santa Geórgia?

Helê

capoeira camará

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, tornou a capoeira um bem imaterial do estado. Ontem, durante as festividades pelo Dia da Consciência Negra, ele jogou capoeira numa roda na Praça Onze, Centro da cidade.

(Aqui a notícia do Globo Online, para cadastrados. Não deixe de assistir ao vídeo.)

Esta semana assisti ao filme Besouro, que conta a história de um capoeirista que, na década de 1920, lutou contra a perseguição sofrida pelos negros que lutavam para manter suas tradições culturais na Bahia.

Naquela época, quem jogava capoeira podia morrer por isso. Quase cem anos depois, um branco governador de estado entra na roda. Demorou, foi um longo caminho, mas parece que, como sociedade, estamos chegando a algum lugar mais bacana.

Ainda temos muito a conquistar, mas é bom comemorar o que deve ser comemorado.

Monix, com a ajuda do filhote, um capoerista branquelo e bastante orgulhoso de seus aús, esquivas e estrelas.

Beijo e bom feriado

Helê

Vida

Helê

Essa Barbie eu quero

Amy #fail

Helê

Feliz 2010

Ei, você aí que curte a beleza das fridas (não nosostras, as fofas que ficam aí em cima, felicitando os leitores de coração na mão): a artista responsável por elas, a pra lá de talentosa Sil Falqueto, pôs no forno a edição 2010 de suas agendas. Bonitas, bem-feitas, de extremo bom gosto e energia luminosa, já que vêm das mãos da pessoa  especial que é a Sil.

Olha só um aperitivo das capas disponíveis:

E nas páginas internas, vários desenhos da artista:

Gostou? Passa lá na Livraria em Branco. Mas vai logo que a edição é limitada.

Duas Fridas

Aconteceu em Woodstock – o livro

Acabei de ler o livro, que ganhei no meu aniversário, e queria comentá-lo antes de assistir o filme, porque inevitavelmente uma experiência influenciará a outra. Gostei muito e foi, em certa medida, surpreendente. Esperava uma história de Woodstock, mas trata-se de um livro autobiográfico em que o festival em si começa a poucas páginas do fim. A história está lá, mas entrelaçada com a trajetória do autor, Elliot Tiber, um artista homossexual que, no final dos anos 60, divide-se entre Nova Iorque e Bethel, onde seus pais tentam manter hotel decadente numa cidade idem. (Pelo que entendi era mais ou menos como morar no Rio e passar todos os fins de semana numa pousada em Vassouras ou Paracambi). Ele odeia o lugar, o hotel e em certa medida os pais, mas não consegue desvencilhar-se da responsabilidade de ajudá-los e da esperança de obter deles amor e aprovação. Trata-se, portanto, de uma  biografia – que já seria interessante posto que o autor foi um dos responsáveis pela realização do maior festival de música de todos e esteve também na revolta de Stonewall.

Pois esse relato extremamente pessoal  me fez colocar em nova perspectiva eventos grandiosos. Uma variação do batido “pra ser universal fala da sua aldeia”: olhando com lupa as angústias de Elliot ampliei o olhar sobre o que significou o movimento hippie e seu contexto. Porque eu, nascida em setembro de 69, pertenço a uma geração pós-Woodstock, que se beneficiou de algumas conquistas ao mesmo tempo em que cresceu achando que ser hippie era algo ultrapassado. “Paz & amor” era apenas algo que se dizia naquele tempo nebuloso e distante, “na época dos meus pais”. O livro de Tiber mostra a potência dessas palavras frente a uma conjuntura em que imperavam a repressão e caretice; as transformações que o Flower Power provoca nas pessoas que dele se aproximam é comovente.

Para mim, Woodstock sempre soou sensacional pela música – Janis Joplin e Joe Cocker reinventando “With a little help from my friends” já valiam por tudo. Mas depois de ler o livro deu muita vontade de participar daquele que certamente foi um momento único, como um evento da natureza que não se repete e cujas marcas permanecem muito tempo depois. Os hippies podem não ter conseguido mudar o mundo, mas é certo que mudaram profundamente algumas vidas – e no fim, é isso que conta.

(Adorei o presente, Marcelo! ‘Brigadão!)

Helê

Crenças

O menino de sete anos afirma, com toda a convicção da infância: eu já sei que Papai Noel não existe.

Vira as costas e vai escovar os dentes: mãaaae, meu dente caiu! Toma, guarda que de noite eu vou botar embaixo do travesseiro para ganhar uma moedinha da fada dos dentes.

(Pano rápido)

-Monix-

%d bloggers like this: