Herança tricolor

Antes que este blogue rubronegre de vez, deixa eu dar meu testemunho tricolor aqui e honrar as três cores que traduzem tradição.

O Fluminense é uma herança familiar. Meu avô materno torcia para o Fluminense, mas pouco convivi com ele – morreu quando eu tinha cinco anos de idade. Meu pai é tricolor tipo rodrigueano, “o Fluminense existe desde antes do início dos tempos” ou coisa que o valha.  A partir dele, criou-se uma linhagem de torcedores que já chegou à terceira geração: os netos.

Eu mesma não ligo muito para futebol, mas para mim o Fluminense não é apenas meu time – é um destino, uma sina, uma predestinação.

Meu filho ainda não foi mordido pelo bichinho do futebol, que mais cedo ou mais tarde acaba pegando todos os meninos brasileiros. Mas já se reconhece como parte dessa “dinastia” e torce pelo clube das Laranjeiras, sim senhor. E acima de tudo, já sabe contra quem é preciso torcer: ‘mãe, eu não quero nem sair de casa enquanto durarem essas comemorações pelo hexa do Flamengo. É impossível o Flamengo ser mais campeão que o Brasil, mãe!’

Resta torcer para a seleção tirar o atraso em 2010. E tentar explicar que, como dizia Nelson Rodrigues, o Fluminense é o melhor time de todos. E se os fatos dizem o contrário, pior para os fatos. O videotape é burro e nós não gostamos dos idiotas da objetividade.

-Monix-

Anúncios
%d bloggers like this: