Carinho: todo mundo quer

whisper / Kevin Steele Big Friends

Câlin no description

Então pratique e tenha um bom finde.

Helê

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Chegando junto (ou: “Come together”)

Ensaio geral, último antes da apresentação de fim de ano do balé. Mais de 40 alunas, mães, professoras, todas sob o stress decembrino. Na hora de “Come together”  a gravação falha. Tensão.  2, 3 tentativas e nada. Frustração. “Tem outro?” “Não, só trouxe esse”. Dou uma olhadinha no ipod, me certifico que tenho a versão original e ofereço à coreógrafa, discretamente: “Se adiantar eu tenho aqui …” Ela agradece, aliviada, diz a todos que eu salvei a pátria; algumas alunas elogiam, uma ou outra mãe olha com indisfarçável despeito. Minha filha fica orgulhosa, percebo.

Não pude evitar pensar que, no mercado tradicional materno meu prestígio teria aumentado se, em caso de uma emergência, eu tirasse agulha e linha da bolsa e consertasse um figurino desfeito na última hora. Hoje fui tida como uma mãe preparada por causa de um aparelho eletrônico –  meu companheiro fiel, meu radinho de pilha modelo século 21.

Mas de nada adiantaria um iphone conversível sem os rapazes de Liverpool  lá dentro, né? Eu gostei mesmo foi de resolver essa situação específica: alguém precisava de música – Beatles ! – e eu tinha para dar. Foi como dar água a quem tem sede.
(Pelo menos a Ana Paula eu sei que vai se orgulhar de mim! 😉 )
**
Bem, considerando que eu estou costurando lantejoulas no figurino da apresentação da escola às 11 e meia da noite, devo conseguir também uns pontinhos nos critérios tracionais de qualidade materna, não?

Helê

Sem direção

Estava dirigindo, na Praia do Flamengo, e bateu um sono tão forte que me deixou desorientada. Não conseguia mudar de pista, e em determinado momento cheguei a ficar meio confusa, sem saber se estava ainda no Flamengo ou se já tinha entrado na Praia de Botafogo. Fiquei com medo de não conseguir chegar em casa, e tentei encontrar um lugar para encostar o carro e simplesmente fechar os olhos. Aí fiz um esforço para mantê-los abertos… e descobri que estava de olhos fechados. Na minha cama. Ufa.

Tal como Martinho da Vila, sonhei que estava sonhando um sonho sonhado.

-Monix-

Herança tricolor

Antes que este blogue rubronegre de vez, deixa eu dar meu testemunho tricolor aqui e honrar as três cores que traduzem tradição.

O Fluminense é uma herança familiar. Meu avô materno torcia para o Fluminense, mas pouco convivi com ele – morreu quando eu tinha cinco anos de idade. Meu pai é tricolor tipo rodrigueano, “o Fluminense existe desde antes do início dos tempos” ou coisa que o valha.  A partir dele, criou-se uma linhagem de torcedores que já chegou à terceira geração: os netos.

Eu mesma não ligo muito para futebol, mas para mim o Fluminense não é apenas meu time – é um destino, uma sina, uma predestinação.

Meu filho ainda não foi mordido pelo bichinho do futebol, que mais cedo ou mais tarde acaba pegando todos os meninos brasileiros. Mas já se reconhece como parte dessa “dinastia” e torce pelo clube das Laranjeiras, sim senhor. E acima de tudo, já sabe contra quem é preciso torcer: ‘mãe, eu não quero nem sair de casa enquanto durarem essas comemorações pelo hexa do Flamengo. É impossível o Flamengo ser mais campeão que o Brasil, mãe!’

Resta torcer para a seleção tirar o atraso em 2010. E tentar explicar que, como dizia Nelson Rodrigues, o Fluminense é o melhor time de todos. E se os fatos dizem o contrário, pior para os fatos. O videotape é burro e nós não gostamos dos idiotas da objetividade.

-Monix-

Dica

(by thathys)

Helê

Andrade presidente

Andrade-Obama-Hexa-p

Helê

Somos todos uns carentes, não?

A frase me ocorreu ao pensar no jornalista que ficou feliz da vida quando a amiga comentou um texto escrito por ele. “Então você lê?!”, ele perguntou surpreso. “Mas é claro que eu leio, você manda sempre, eu adoro o que você escreve, a maneira, a sua perspectiva…”  E o jornalista ia se alegrando cada vez mais ao se saber lido e admirado. Porque este é nosso ofício, pra isso somos treinados e cobrados, mas na rotina do trabalho há de haver espaço para tanta coisa – apurar, redigir, editar, ilustrar –  que uma parte do processo,  ser lido e comentado, acaba ocupado o menor espaço, ou pelo menos é com o qual temos menos contato. Talvez não devesse ser assim, dado que trata-se da nossa finalidade primordial. E pode não ser o que dá mais prazer – eu, particularmente, amo pesquisar – mas certamente reconhecimento e retorno gratificam muito. Concordo que um trabalho bem feito é a nossa maior recompensa, mas como fica melhor quando alguém repara nele, não? Então tanto faz um jornalista prestigiado, autor de livros, que escreve para o jornalão,  ou uma blogueira que se ressente com poucos comentários. Porque, afinal, somos todos uns carentes.

Dedicado ao Michael Kepp, que quando eu leio gosto muitíssimo.

Helê

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