No salão

São duas canções que falam de situações semelhantes: casal vai à festa (ou ao samba, ao baile) e a mulher evolui pelo salão com outro(s) parceiro(s).

Em uma delas, um samba sincopado,  o cidadão quer evitar o “bate-boca no salão”, e por isso pede que ela “não faça papel de louca”. Embora enérgico, mantém a elegância. A inocente chega a bater palmas e pedir bis quando para o samba – afinal, é uma dança sem compromisso…

Na outra música, que tem uma deliciosa levada latina, o gajo concede o alvará para que a mulher dance com outros, lembrando que é ele que vai levá-la pra casa, e reserva para si a última dança. Faz a linha liberal-eu-me-garanto.

Das mulheres só se sabe que gostam muito de dançar :-). As histórias são contadas pelos homens, então lembrando de Bentinho e Capitu, convém não julgá-las. Mas imagina-se que sejam fascinantes – afinal, se não fossem, seus pares poderiam simplesmente deixá-las ou encontrar outras companhias. A despeito de certo desconforto, com mais ou menos fair-play, ambos insistem em continuar com as damas que trouxeram ao salão.

Sem compromisso e Save the last dance for me: duas músicas divertidas e dançantes; dois cavalheiros pacientes; duas mulheres interessantes… Ouça no DufasDial , escolha a sua favorita e diga se você de identifica com algum desses personagens.

Helê

Post revisto e ampliado a partir de versão publicada em 16 de maio de 2006

Contos de Fadas (pras Fridas)

Eu pedi com jeitinho e a Mani, que é uma moça obediente, atendeu rapidinho. Vejam como é que a Cinderela ajuda as crianças a lidarem com a dura realidade da vida…

Era uma vez uma menina que foi abandonada pelo pai, pela mãe e só tinha uma madrasta malvada que dava tudo pras irmãs dela e só fazia ela de escrava, obrigando ela a fazer o dever de casa, tomar banho, pentear o cabelo, desligar a televisão e até ir dormir SOZINHA! O que essa pobre menininha podia fazer? Bater na madrasta? Ela tão fraca e pequenininha? Chamar a polícia? Mas a polícia está do lado das madrastas! Fugir de casa? Mas na floresta tem Lobo Mau! (tá, essa saiu de outra história, mas a gente acumula experiências, né?) Bem, a Pobre Menininha (dá-lhe Luluzinha!) fez o que todas as crianças saudáveis fazem: leu a história de Cinderela, viu que tem pobres criancinhas que sofrem mais, viu que sempre dá pra lavar só embaixo do suvaco, ficar mais quinze minutinhos com o volume baixinho, responder sim e não em vez de dar aquelas explicações enooooormes que a professora quer e pedir pra ouvir história na cama. E que pode ser que seja até o papai, o príncipe encantado das menininhas que conte a história antes de dormir e dê um beijo de felizes para sempre. Porque ser proativa também é descobrir como fazer coisas chatas que a gente não pode evitar. Certo, dona Munique?

Mani

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