Qual Cisne Branco em Noite de Lua

Meu avô era oficial da Marinha, e cresci sob a influência de uma avó apaixonada – como seria de se esperar – por uniformes brancos, embarcações, nós de marinheiro e toda aquela pompa tipicamente militarista.

Hoje essa minha herança naval teve oportunidade de se manifestar durante uma visita à exposição de veleiros promovida como evento complementar à regata Velas Sudamerica 2010. Trata-se de um encontro de grandes veleiros, representantes de vários países da América do Sul, que partirão no domingo, dia 7, rumo a Mar del Plata, na Argentina. Foi lindo ver os barcos (minha amiga se sentiu a bordo do navio do Capitão Gancho), que na parte de cima são réplicas exatas de embarcações do século XVIII, e por dentro têm todo o conforto da modernidade, além de motores para ajudar na eventualidade de ventos contrários. O Pier Mauá, que recebe a exposição, é um cenário perfeito. O pôr-do-sol emoldura o visual, e quando a noite cai os barcos se iluminam, deixando tudo ainda mais poético.

Acho que não houve uma boa divulgação do evento, pois estava tudo meio vazio. Mas se você está no Rio de Janeiro esta semana, vale a pena dar uma passadinha lá. A entrada é franca; a mostra fica aberta do meio-dia às dez da noite, o que possibilita uma esticada pós-trabalho – tem até praça de alimentação, com direito a guloseimas ou um chopinho.

A lua? Apareceu no final do passeio, redonda e amarela, deslumbrante.

-Monix-

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Já é

Bem amigos do Duas Fridas, cumpro o dever de informar que já é carnaval no Rio de Janeiro. As chaves da cidade ainda não foram entregues a Momo, mas foliões e foliãs impacientes tomaram-na para si assim mesmo, e fez-se a folia. Portanto, queridos, vou abrir alas que eu quero passar, como bem observou minha filha, e deixar por aqui uns confetes, umas purpurinas, serpentinas várias. A programação normal e o melhor do meu carnaval, bien entendu.

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No sábado o Imprensa que eu gamo fez um esquenta delicioso no Mercadinho São José, quase tão bom quanto o próprio desfile – que contou com a participação animada do ministro do meio ambiente – aquele que tem nome de ministério da cultura. Não tenho especial apreço pelo Minc, mas admiro a atitude: folião antigo, não deveria mesmo deixar de desfilar pelo mero detalhe de ser um ministro de Estado, né mesmo?

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Ainda é cedo demais para ter assim uma opinião robusta. Mas a primeira impressão do Choque de Law and Order foi boa. Havia uma coisa que faz falta nessa cidade cotidianamente, e sobretudo no carnaval: a presença do Estado. Havia guardas civis, da prefeitura, políça; mas não tratava-se apenas de repressão: vi banheiros químicos em boa quantidade e agentes da organização do trânsito. Acompanhei o bloco na meiúca sem ser atropelada por nenhum carrinho de vendedor de cerveja. Vamos ver no que dá, mas merece uma chance.

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Selada a aliança entre o Me chama que eu vou e o Parasitas Garbosos. Aproveitaremos a folia momesca, período propício para decisões importantes, para discutir o futuro da organização político partidária que deverá abrigar a todos e quem mais chegar: o P.O.R.R.A. – Partido Operário Revolucionário Reformista E…Alternativo. Tipo assim um PT, onde cabe de um tudo.

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O Não muda nem sai de cima, apesar de ter a mesma idade do Imprensa, 15 anos, é um bloco menor, bem bloco de bairro, em que todo mundo se conhece, sabe como é? Outro clima, e muito bom também. Com mais espaço para dançar e brincar, C. fala empolgada pro marido:

– Esse bloco é bom, dá pra evoluir!

– Darwin também gostaria – responde R., aquele que nunca perde a piada.

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Bom, o Me Chama já fez sua estreia na rua, e exibe agora sua marca, preparada por ninguém mais, ninguém menos que Claudio Luiz, o arquiteto das estrelas, meu editor favorito, amigo leal, desenhista de mão cheia – um renascentista, por assim dizer. Agora assim, estamos prontos pra arrasar!

Pideite: o artista esclarece que trata-se de uma ideia, um rascunho apenas, e não da logo oficial. Vejam vocês como estamos bem servidas!

Helê


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