É luxo só…

…essa Helena quando samba, não é?

Pegando a deixa e vestindo a carapuça de carnavalesca teórica (não consigo imaginar definição melhor), aproveito para dizer aos poucos e loucos que, como eu, estão dando plantão na internet em plena sexta-feira de pré-carnaval que estou por aqui, achando tudo muito lindo mas com uma preguiça danada de me juntar ao coro dos contentes.

Não que eu não goste dos blocos, da animação, da beleza que é esta festa espontânea. Muito pelo contrário, acho muito bacana que o Rio de Janeiro tenha conseguido recriar seu carnaval de rua, de forma não-profissional (e digo isso no bom sentido), espontânea, bonita.

Mas eu estou que nem aquele sujeito mal-humorado que dizia “vá ao teatro… mas não me chame”.

Curtam bastante o carnaval, empolguem-se, divirtam-se. Eu estarei me divertindo também – mas sempre na direção oposta. E assim ficamos combinados; nos vemos depois das cinzas.

-Monix-

Anúncios

494

Este é o número de blocos, bandas e cordões previamente cadastrados na prefeitura  para evoluírem (com as bençãos de Darwin) nos próximos dias nesta Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Estão fora da conta os desfiles das escolas de todos os grupos e também as agremiações subversivas e espontâneas, sobre as quais somos informados pelos amigos dos amigos dos amigos. Os extremos de uma festa prapular.

Nós somos muitos e não somos fracos, como diria o Lulu Santos, mas você há de convir que há muito pela frente. Além das difíceis decisões sobre quais chamados atender, onde parasitar com garbo, ainda havemos de lidar com a administração e o gerenciamento do teor alcoólico na corrente sanguínea, atender e divertir os filhotes, além de provê-los em suas necessidades básicas, dosar a energia para que ela duracel o necessário, acordar cedo para os melhores blocos e lugares.

Sendo assim, pessoas, como vou beber, passo a direção pra Sócia, uma abstêmia funcional e foliã teórica, que eu estou em mode carnaval full. Tentei, mas meu cérebro recusa-se a tratar de outro assunto que não seja fantasia/confete/serpentina. Podendo eu apareço, mas não prometo. Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí…

E que o Profeta Gentileza guarde a todos nós.

Evoé,  Momo!

Helê

Instantâneos do Carnaval

Cidade do Samba,  meidia, quarta-feira antes do carnaval. Parte da Beija-Flor reunida para gravar uma entrada no RJ-TV. Curiosos observam, entre eles, turistas, claro. Um deles, uma mulher de alguma parte de Latinoamérica, aproxima-se e pergunta a alguém da escola, em portuñol:

– Donde está el Neguinho?

Havia alguém na frente; logo ela pode vê-lo. Mostrou-se satisfeita e rapidamente perguntou:

– E como ele está de saúde?

Assim, como se perguntasse por um conhecido ou uma amigo. Com preocupação, carinho e ternura, esses itens que não carecem de tradução ou justificativa.

Helê

%d bloggers like this: